Maia sobre vacina: “Não podemos deixar um vácuo para que o Supremo decida”

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta terça-feira (27/10) que os poderes Executivo e Legislativo precisam encontrar juntos um caminho para a vacina da Covid-19 para depois não reclamar do “ativismo do Judiciário”.“Os poderes Legislativo e Executivo precisam buscar um caminho. Não podemos deixar o espaço aberto, um vácuo, para que o Supremo [Tribunal Federal] decida, e depois ficar reclamando do ativismo do judiciário. Nós deveríamos sentar e dar solução para esse problema.”, declarou Maia, acrescentando que tem conversado com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre o assunto.“Seria melhor do que uma decisão encaminhada pelo Supremo Tribunal Federal. Que se nada for feito, óbvio, vai mais uma vez decidir no lugar do Legislativo e do Executivo”, complementou.Mais sobre o assuntoJustiçaFux afirma ser necessário Supremo analisar caso da vacina do coronavírusO presidente da Corte disse que é comum os mais variados temas pararem no plenário e exigirem uma respostaPolíticaFora da agenda, Bolsonaro visita Pazuello e recebe cronograma de vacinasA reunião não constava na agenda oficial e ocorreu no Hotel de Trânsito, onde ministro, com Covid-19, cumpre quarentenaPolítica“Não pode um juiz decidir se você vai ou não tomar vacina”, diz BolsonaroPresidente reclamou da “judicialização” do imunizante quanto à obrigatoriedade de tomar e questões relativas à compraPolíticaAo lado de Doria, Maia defende diálogo com Bolsonaro para liberar vacinaPresidente da Câmara dos Deputados foi a São Paulo visitar o governador após deixar de recebê-lo em BrasíliaO parlamentar destacou que a questão da obrigatoriedade ou não da vacina pode ser debatida, mas a regulamentação da vacina cabe à Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Não depende de nenhum de nós”, disse, acrescentando que o correto é um órgão independente para tomar a decisão.Bolsonaro reclamou na manhã da segunda-feira (26/10) do que chamou de “judicialização da vacina”, referindo-se à previsão feita pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, de que a Justiça teria que decidir sobre questões relacionadas à compra e obrigatoriedade do imunizante contra a Covid-19.Na última semana, Bolsonaro recuou da aquisição de 46 milhões de doses da Coronavac, vacina em desenvolvimento pela empresa chinesa Sinovac com o Instituto Butantan. O presidente e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), trocaram farpas após a decisão de Bolsonaro.

Fonte: Metropoles