Site de campanha de Trump é hackeado e substituído por página mineradora de criptomoeda

Na terça-feira (27), o site da campanha do presidente Donald Trump foi hackeado e substituído por uma página para coletar criptomoedas. Além disso, uma mensagem dizia que “o mundo está farto das notícias falsas espalhadas diariamente pelo presidente Donald J. Trump. É hora de permitir que o mundo saiba a verdade”.Veja também: Twitter de Donald Trump é hackeado de novo e com senha muito fácilRevistas científicas fazem editoriais contra reeleição de TrumpPayPal vai ingressar no mercado de criptomoedasHackers doam parte dos pedidos de resgate de ransomware para instituições de caridadeContrariando Trump, Pfizer diz que só deve buscar registro de vacina em novembroTwitter e Facebook punem publicação de Trump com informação incorreta sobre CovidSem cloroquina: Casa Branca detalha tratamento de Trump contra Covid

Os invasores afirmaram ter informações sobre “a origem do coronavírus” e outros dados que desacreditavam o presidente dos Estados Unidos. Para divulgar as descobertas, os hackers forneceram dois endereços do Monero, uma criptomoeda fácil de enviar e difícil de rastrear. Por conta disso, ela foi muito associada a casos parecidos.

Cada endereço tinha uma função. O primeiro era para que as “informações estritamente sigilosas” fossem divulgadas ao público, enquanto o outro, era para quem preferisse mantê-las em segredo. Após um período não especificado, o total seria comparado e o que recebesse o valor mais alto determinaria o que seria feito.Site de campanha de Donald Trump foi invadido por hackers. Foto: TechCrunch/ReproduçãoO site foi revertido para seu conteúdo original poucos minutos depois. Tim Murtaugh, diretor de comunicações da campanha, confirmou o hack, mas destacou que não houve exposição de dados confidenciais. Ao contrário do que os criminosos alegaram, não há indicações de que conversas internas e secretas foram expostas.

Apesar da proximidade das eleições, não há indícios de que o ataque tenha sido patrocinado por algum rival político. Os sites de campanhas e relacionados costumam ser alvos de alto valor para golpes como este. Isso porque eles não são tão seguros quanto domínios oficiais. Esses golpes costumam durar pouco tempo online e geralmente têm como alvo plataformas com alta visibilidade, como contas de celebridades. Pouco tempo depois, são retirados do ar.Esta não foi a primeira vez que o presidente dos EUA foi hackeado. Recentemente, sua conta do Twitter foi brevemente sequestrada por alguém que descobriu sua senha (“maga2020!”).Via: TechCrunch

 

Fonte: OlharDigital