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Delivery da Moda



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Atualizado em 19/09/2014 às 18h58Publicado em 19/09/2014 às 18h14Anieli Barboni – [email protected]
As compras online podem ser grandes aliadas

Qual mulher resiste a uma vitrine bem montada, um lançamento de coleção, ou um look postado nas redes sociais? Difícil se controlar, né?! Mas, para não abusar e gastar mais do que deveria, é preciso pensar e calcular antes de sair às compras.



A Tribuna lançou no sábado (13) a primeira edição de uma página voltada especialmente para as mulheres. A ideia é orientá-las a encontrar o equilíbrio na tênue linha que separa o gosto pelas compras e os gastos desnecessários, para isso pesquisamos sobre as compras pela internet, as consequências do consumo exagerado e dicas para economizar.



Comprar ficou ainda mais fácil e tentador. A comodidade que as lojas trazem ao postarem os looks no Facebook e no Instagram tem atraído novas consumidoras para as lojas em toda cidade.



Elaine Cristina da Silva é uma dessas pessoas antenadas nas novidades e já aderiu a moda de postar looks na internet para conquistar uma nova clientela. Em sua página do Facebook, ela divulga roupas, sapatos e acessórios todos os dias. “Entramos no Facebook em 2010 e com os posts de “look do dia” o movimento da loja aumentou em torno de 30%”, contabiliza a lojista.



Outra tendência para trazer mais comodidade às consumidoras são as lojas virtuais. Segundo a empresária Simone Lippi Alves, sua loja virtual começou também no Facebook. “Sou formada em administração e quis procurar nova alternativa de renda. As clientes reservam as roupas que viram na internet, ou no site e eu levo até elas para provarem e escolherem as peças”, conta a empresária.



Uma das clientes de Simone é a engenheira civil, Vanessa Sabio Porto Mundin, de 33 anos. Vanessa comenta que a loja delivery trouxe facilidade para as suas compras. “Gosto de escolher sossegada e prefiro olhar na internet e mandar separar, do que ir até a loja”, diz.



A engenheira civil diz que se considera uma mulher consumista, principalmente pela internet. Mas, ela comenta que evita comprar quando não pode. “Se estou sem dinheiro eu até fujo das propagandas e, às vezes, nem entro nas redes para não me atiçar, mas, confesso que já coloquei muitas coisas no carrinho e depois excluí tudo”, revela.



A estudante de publicidade e propaganda, Vanessa Morais, de 22 anos, também confessa que gosta de ir às compras. “Eu compro, no mínimo, uma peça de roupa e um sapato por mês”, comenta.



Ao contrário da engenheira, a estudante prefere a vitrine ao invés de fazer compras pela internet. “Ainda acho que uma vitrine bem montada é o melhor convite para despertar atenção de qualquer consumidor”, afirma.


Psicólogo orienta comprar sem culpa



Segundo o psicólogo e psicoterapeuta, Paulo Antolini, a vaidade é uma das características marcantes da personalidade feminina. “Isto ocorre, principalmente, nos tempos atuais, onde a mulher exerce papel de grande destaque na sociedade, estar bem vestida é fundamental para sua autoestima”, afirma Antolini.



O psicólogo explica que o consumo impulsivo passa a ser preocupante quando a pessoa gasta além de suas condições financeiras, comprometendo o orçamento. “Mesmo quando possui grande poder aquisitivo, o adquirir passou a ser apenas um acumular, onde logo após o comprado, ocorre à perda de interesse pelo conquistado e surge uma nova compulsão para ir às lojas”, observa. Ele acrescenta que, por trás da compulsão está o grito do ‘eu existo, não me ignorem’.



O psicólogo aponta que, além disso, há o bombardeio publicitário. “A arte de gerar necessidades do que não nos é necessário está cada vez mais aprimorada, então resistir torna-se um grande desafio”, analisa. Para o controle do consumo exagerado, ele sugere que a mulher saia sem o cartão de crédito ou levar apenas o dinheiro justo ao motivo da saída.



Antolini diz também que a alternativa é não comprar na primeira entrada à uma loja. “Isto possibilitará a pessoa ao chegar a sua casa refletir: eu posso comprar? Preciso? Devo? Se todas as respostas forem sim, então compre.” O profissional ressalta que o mais importante é ter a consciência de seu valor pessoal, amar-se pelo que é, dar valor ao que tem e não ao que lhe falta.


Economista sugere consumo controlado



Segundo o indicador mensal de inadimplência do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o número de consumidores brasileiros com dívidas em atraso subiu 5,09%  em relação ao mesmo período do ano passado.



Os estatísticos estimam que ao final de agosto de 2014 tivesse, pelo menos, 55 milhões de CPFs de consumidores com dívidas atrasadas no país.



Para evitar a inadimplência, o economista e professor da Max Planck, José Carlos Sacomani, diz que é preciso fazer o esforço de consumir mais à vista ou, se for parcelado, dar uma boa entrada, para amenizar o efeito dívida. “O grande vilão do cartão de crédito são as compras parceladas de valores ‘pequenos’. Na hora que você soma todos estes valores, se torna um valor considerável e faz certa diferença no orçamento”, alerta. Sacomani também comenta que a mulher tente a ser mais inadimplente porque ‘pulveriza’ mais as suas compras, ou seja compra em vários lugares e em várias parcelas.



Para as mulheres que têm a necessidade de comprar roupas e calçados todo mês, o economista orienta dar prioridade para as necessidades básicas, como alimentação, saúde e moradia; e assim reservar cerca de 10% a 30% do salário para despesas pessoais. “No caso de compras parceladas, o ideal é que o valor das parcelas não ultrapasse 15% de sua renda mensal”, explica.



Dicas



Com base nessas orientações, a consultora de imagem e estilo, Elisa Castilho, dá dicas para se vestir bem. “A minha indicação são as grandes lojas de departamentos que têm peças de boa qualidade, com preço mais acessível.” Para não passar do limite dos 15%, Elisa sugere fazer uma lista do que precisa e ir ao foco.



Uma boa opção é reaproveitar peças em todas as estações. “Um bom guarda-roupa é aquele que vai do inverno para o verão, e vice versa, como regatas de cetim, camisa, saia e vestidos que valorizem a silhueta”, indica. Ela lembra também que, a mudança no look fica por conta dos acessórios e sa maquiagem.



Para quem quiser mais sugestões de looks a consultora de imagem e estilo se dispõe a ajudar. O contato de Elisa Castilho é (19) 98149 3643 ou 3016 2267.

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