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Rodízio de água já dura quase uma semana



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Atualizado em 20/10/2014 às 19h03Publicado em 20/10/2014 às 18h55Mariana Corrér – [email protected]
Medida atinge cerca de 80 mil pessoas da Zona Norte
Eduardo Turati

Por Mariana Corrér

[email protected]



Indaiatuba teve, neste ano, apenas metade da chuva registrada em 2013. Com 22 dias sem chuva representativa, o Serviço Autônomo de Água e Esgotos (Saae) iniciou na quarta-feira (15), o rodízio no abastecimento de água na cidade. Cerca de 80 mil pessoas foram afetadas com a medida.



A ação completa cinco dias hoje e atinge 127 bairros da Zona Norte, variando entre parte alta e parte baixa. A Zona Sul, que contempla Jardim Morada do Sol, Cecap e toda região do entorno desses bairros, não entrará de imediato no rodízio. Veja a programação completa do rodízio: goo.gl/007uiS.



Mesmo com essa iniciativa, o racionamento não está descartado e, se não chover, ele pode ser implantado em poucos dias. As notícias foram anunciadas na quarta-feira (15), em entrevista coletiva para a imprensa local dada pelo superintendente do Saae, Nilson Alcides Gaspar.



Segundo ele, os mananciais estão cada vez mais baixos e, por isso, a medida foi extremamente necessária. O Rio Capivari-Mirim, antes do início da captação do Rio Jundiaí, era o que possuía melhor nível em Indaiatuba, mas após uma baixa, seu volume é menor que o do Ribeirão Piraí. “Procuramos possíveis problemas que poderiam ter ocasionado a baixa, mas a verdade é que o rio não aguentou o calor e a estiagem”, lamenta, Gaspar. Devido a isso, as bombas até pararam de funcionar por um tempo, até que o volume voltasse a subir.



A represa temporária que o Saae construiu junto à represa do Capivari-Mirim que está em obras também parou de abastecer o município. Ela está praticamente seca e não suporta mais a captação. Já as 12 represas particulares que colaboravam com o abastecimento também estão com problemas. “Nós as utilizamos ao máximo, até onde é possível, e, agora, já não conseguem ajudar muito”, revela o superintendente.





Consumo



O consumo na cidade estava diminuindo gradualmente e chegou a ser reduzido em até 25% entre julho e agosto. Na última semana, porém, cresceu 50% devido ao calor e à notícia sobre o rodízio. O maior motivo, de acordo com o Saae, é que pessoas estão estocando água em casa e, com isso, gastam mais do que o normal.



Por conta disso, alguns bairros com distribuição prevista no rodízio acabam ficando com o abastecimento prejudicado. “Os bairros que recebem água depois de alguns outros podem ficar sem, devido ao consumo excessivo nas regiões anteriores”, explica a assessoria.


Eduardo Turati

Assim, a autarquia pede que o consumo seja mais consciente e que a população não entre em pânico. Uma forma de saber se precisará estocar água ou economizar mais é fazer uma conta de acordo com a quantidade de água consumida no mês.



Na conta mensal, é divulgado o consumo por metros cúbicos gastos. “Basta pegar esse total e dividir por 30, que é o número de dias no mês, para saber quanto se gasta diariamente”, ensina a assessoria do Saae. Se o resultado for menor do que a capacidade da caixa d’água, é sinal que a caixa comporta a utilização por dia. Com o rodízio, chegará água suficiente para abastecer as caixas para o próximo dia. “Dificilmente alguém utiliza toda a caixa em um dia”, garante a autarquia.





Critérios



A divisão de zonas na cidade foi feita como era conhecida antigamente pelos moradores, para cima e para baixo da antiga linha do trem. Hoje, essa linha imaginária pode ser guiada pelo Ponto Azul. Dele para baixo, é Zona Sul, enquanto o restante é Zona Norte.



A Zona Sul será abastecida com o Rio Jundiaí e não sofrerá com o rodízio. Ao longo dessa semana, foram registrados alguns cortes no fornecimento da região por conta de problemas na rede e no tratamento da água. “A água vem tão densa que não conseguimos tratá-la para distribuição e jamais vamos mandar para a população uma água suja”, garante Gaspar. Para esta semana, o abastecimento deve ser normalizado.



A Zona Norte, então, foi dividida em duas partes: região baixa e região alta. A primeira é delimitada pela Rua Padre Bento Pacheco, descendo até a sede da Fiec I, passando pela Marginal do Parque, subindo pelas avenidas Presidente Vargas e Visconde de Indaiatuba, até a Rodovia Santos Dumont. Essa área tem água das 6h às 22h, com interrupção no restante do dia.



A região alta, por sua vez, passa pela Avenida Visconde de Indaiatuba, Avenida dos Trabalhadores, até o bairro Cidade Nova, Chácaras Areal, Helvetia, Recreio Campestre de Viracopos, até os bairros na saída para Elias Fausto e Monte Mor. Nessa área, o abastecimento é invertido: das 22h às 6h.



Os horários de fornecimento foram decididos seguindo a necessidade comercial. A parte baixa é onde fica o Centro, as clínicas e a maior parte dos restaurantes, enquanto a parte alta é essencialmente residencial.


Investimento é reforçado para demanda



A falta de água também traz prejuízos financeiros para o Saae. De acordo com seu superintendente, os gastos não serão repassados aos consumidores. “Acreditamos que isso seja temporário e, então, não vamos repassar os custos”, afirma Gaspar.



Entre as despesas estão a manutenção das redes, que sofrem com as interrupções no fornecimento. “A tubulação fica sem água e, quando ela volta, vem com muita pressão, podendo danificar os materiais”, explica o chefe da autarquia. Com isso, é preciso uma série de consertos por toda a cidade.



Os filtros são outro ponto de maior gasto. Eles eram lavados uma ou duas vezes ao dia, enquanto agora precisam de seis lavagens diárias. Outro gasto extra é com os produtos químicos. “Gastávamos 900 quilos de cloro por dia, hoje gastamos 25 mil”, conta Gaspar. Segundo ele, o quilo do cloro custa cerca de R$ 1,33, o que mostra um salto de R$ 1.197 para R$ 33.250 por dia no Saae. No mês, o prejuízo proporcional é de R$ 916.590.



Para saber como economizar água, identificar pontos de vazamento ou esclarecer dúvidas sobre o rodízio, acesse: www.saae.sp.gov.br/. Plantão 24 horas: 0800 77 22 195.

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