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CineMaterna supera expectativas em estreia



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Publicado em 09/02/2015 às 09h12Fábio Alexandre – [email protected]
Projeto reuniu 71 adultos e 42 bebês na tarde de quarta, no Topázio do Polo Shopping
Kelly Stein

*

Fábio Alexandre

[email protected]



Nem mesmo o tempo chuvoso e o horário no meio da semana espantaram as famílias da primeira experiência do projeto CineMaterna em Indaiatuba. Na tarde de quarta, dia 4, pais e bebês ocuparam grande parte da Sala 1 do Topázio Cinemas do Polo Shopping. Após a sessão, a Tribuna conversou com Taís Viana, que ao lado de Irene Nagashima, criou o projeto em 2008.



Antes da exibição, Paulo Celso Lui, sócio da Lui Cinematográfica, fez um agradecimento. “Como já disse anteriormente, a vinda do CineMaterna para Indaiatuba era um namoro antigo, que agora se concretiza”, destacou. “Confesso que esta primeira edição superou as nossas expectativas e pedimos que nos ajudem a divulgar a programação dos próximos meses”.



O CineMaterna será realizado mensalmente no Topázio Cinemas, sempre na primeira quarta-feira do mês. A sessão de estreia, com a comédia Loucas Pra Casar, teve entrada franca. A partir de março, o valor do ingresso será o mesmo praticado nas bilheterias. Para ajudar na escolha do próximo filme do projeto, é preciso se cadastrar em www.cinematerna.org.br e participar de uma enquete.



Tribuna – Como nasceu o CineMaterna?

Taís – Quando conheci a Irene, estávamos grávidas. Minha filha nasceu em julho, a dela em setembro. Íamos pelo menos uma vez por semana no cinema e, de repente, tudo se transformou. A pergunta era: o que faço agora? Por mais que tivéssemos babás e familiares que ficassem com nossas filhas, nenhuma mãe consegue desapegar. O coração fica apertado (risos).



Tribuna – E foi essa necessidade que gerou o embrião do projeto?

Taís – A realidade é que toda mãe vai deixar de ir ao cinema por alguns anos. E no CineMaterna, a grande maioria das mães está no primeiro filho, pois a partir do segundo a logística se complica. Nós estávamos nesta condição e tínhamos um grupo de 10 mães que trocava experiências pela internet. Certo dia, uma das mães sugeriu que “invadíssemos” uma sala de cinema em um dia de semana, na primeira sessão, que é mais tranquila.



Tribuna – E desta “invasão” surgiu o CineMaterna?

Taís – Depois do filme, ficamos quatro horas conversando em um café. A mãe de um bebê só fala do bebê. Se você tem amigos que não tem filhos, a conversa é diferente. A rotina de uma mãe é limitada e cansativa, pois nada é programado para adultos com crianças. Então continuamos a “invadir” cinemas na região central de São Paulo. Seis meses depois, as pessoas começaram a se interessar pelo que fazíamos e foi então que criamos um blog.



Tribuna – A repercussão foi maior do que esperavam?

Taís – O blog passou a ocupar grande parte do nosso tempo e depois de um ano e algumas reportagens, chegamos a Campinas, Rio de Janeiro e Salvador. Em setembro de 2009, a Natura se tornou nossa patrocinadora e o projeto decolou. Até o fim de 2010, estávamos em 12 cidades. Hoje estamos em 14 estados e 35 cidades, em 10 redes diferentes de cinema. Não somos um projeto de cinema, mas uma ONG independente.



Tribuna – As salas são especialmente preparadas para a sessão. Como vocês definiram como seriam estas mudanças?

Taís – Pesquisamos em outros países, mas vimos que eles apostavam apenas em mudanças no som, ar-condicionado e iluminação da sala. Queríamos um diferencial e apostamos nos trocadores dentro da sala, virado para a tela do cinema. Se uma mãe precisa trocar o filho durante a sessão e tiver que sair da sala, demoraria em média 20 minutos para retornar.



Tribuna – E como surgiram as Mães Voluntárias?

Taís – Buscamos estas voluntárias na região onde acontecerá a sessão. Usamos muito o Facebook. Estas mães chegam uma hora antes e se dividem entre bilheteria e entrada da sala. E como as mães são recepcionadas por outras mães, ficam mais tranquilas. Afinal de contas, estão sendo recebidas por alguém que entende a sua situação.



Tribuna – E como avaliam a primeira sessão em Indaiatuba?

Taís – Foi ótima. Estávamos com um pouco de receio por causa do clima, já que a chuva faz com que mamãe pense antes de sair de casa. Mas tivemos 71 adultos e 42 bebês. Foi uma tarde maravilhosa, com um filme delicioso.



Tribuna – E o que o futuro reserva ao projeto?

Taís – Queremos chegar a mais cidades do interior e capitais menores. Além disso, lançamento um novo projeto: o CinePitico. Serão sessões para crianças de 1 a 3 anos, que ainda são bebês grandões, que não param quieto. Nestas sessões, teremos filmes infantis em salas adaptadas. A primeira sessão aconteceu na terça, dia 3, em Ribeirão Preto. Foi legal, mas os participantes precisam entender as diferenças.



As mães aprovaram a iniciativa. “Achei uma experiência muito bacana para nós, mães, e também para os bebês. A Júlia ficou encantada com um monte de bebês. E eu adorei assistir um filminho depois de cinco meses. Tudo muito bem organizado e a equipe de apoio é ótima”, afirma Thaís Padilha Wolf, 28 anos, analista de marketing.



Atualmente, a Matriz do CineMaterna conta com 10 funcionários, que se dividem para a realização das sessões. Além disso, o projeto possui 240 Mães Voluntárias cadastradas e promove 70 sessões de cinema por mês, levando uma média de três mil adultos e dois mil bebês de volta às salas de cinema.

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