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Polícia Civil encerra investigação sobre duplo latrocínio em Itaici



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Atualizado em 23/02/2015 às 10h42Publicado em 23/02/2015 às 10h33Leandro Povinelli – [email protected]
Suspeito confessou que não houve mandantes e que mulher não sabia de nada
Paulo José

*

Leandro Povinelli

[email protected]



O Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil de Indaiatuba concluiu o inquérito policial sobre o duplo latrocínio ocorrido no início deste ano em Itaici. Em uma coletiva de imprensa realizada na manhã de sexta-feira, dia 20, o delegado Luiz Fernando Dias de Oliveira explicou todo o desfecho do caso, inclusive, revelando que a história de que o crime teria sido encomendado era falsa, sendo inventada pelo suspeito, Ivan Ferreira de Santana, de 34 anos.



“Depois de um mês do inquérito policial estar tramitando por aqui, conseguimos chegar na prisão do Ivan e o conduzimos até a delegacia de Indaiatuba para que ele fosse interrogado, esclarecendo todas as dúvidas que ainda restavam no caso”, disse o delegado. “Ele confessou a autoria, como foi a dinâmica no dia dos fatos, fazendo cair por terra toda essa alegação dele de que o crime teria sido praticado a mando de alguém”.



Para a Polícia, Ivan justificou a invenção da história de crime encomendado por ter receio de que algo pudesse acontecer com seus familiares, que residem em Indaiatuba. “Segundo ele, o crime foi motivado por uma dificuldade financeira, já que ele estava em Indaiatuba desde o ano passado e queria voltar para Minas Gerais, mas estava sem dinheiro”, disse Oliveira.



“O que acontece é que ele transitava por ali e acabou percebendo que, no galpão, existia uma movimentação significativa de pessoas, percebendo que ocorria o comércio de automóveis. Então, acreditando que ali poderia ter bastante dinheiro, o Ivan resolveu cometer o crime. Ele não foi informado por ninguém e nem recebeu qualquer tipo de ajuda”.



Frio e calculista



Demonstrando bastante frieza em seu depoimento, Ivan, para a Polícia Civil, não fez um planejamento para o crime, já que as armas utilizadas nos assassinatos foram adquiridas no interior do galpão.



“Segundo o depoimento, ele disse que chegou ao galpão se passando por um cliente, interessado na compra de um carro. No entanto, em um momento de distração da vítima, ele pegou a marreta e a atingiu na cabeça. A outra vítima, ao perceber e tentar reagir, acabou sendo golpeada com a faca”, detalhou o delegado. “Ele nos descreveu perfeitamente e detalhadamente onde foram os golpes, quais foram seus movimentos, como os cadáveres estavam, enfim. Fez com que tudo corroborasse com o que já havíamos levantado no inquérito policial, encerrando o caso e afastando a tese de que o crime foi praticado a mando de alguém, restando apenas o aguardo pela condenação”.



Outros envolvidos



Ainda na coletiva, o delegado também explicou que ficou descartada a participação de todos os outros envolvidos, tanto do homem que foi apontado como terceiro suspeito, quanto da mulher de Ivan.



“O primeiro, por conta de não ter conhecimento de nada e apenas ter recebido o cheque como pagamento pela venda de um terreno. A mulher do suspeito, no entanto também não sabia de nada, já que o autor do crime havia falado que teria conseguido o dinheiro por conta de um trabalho realizado em uma obra. Ele escondeu dela até o final, sendo que ela ficou sabendo de tudo quando os policiais de Minas Gerais os encontraram. Agora iremos representar pela prisão preventiva do Ivan e pela revogação do pedido de prisão de sua esposa, já que a polícia está convicta de que ela não teve nenhum tipo de participação”.

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