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Venda de motocicletas cresce 146% em 2015



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Publicado em 09/03/2015 às 10h41Leandro Povinelli – [email protected]
Aumento no preço dos combustíveis é um dos principais fatores
Eduardo Turati

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Leandro Povinelli

[email protected]



Garantindo uma agilidade para escapar do trânsito em horários de pico e tendo uma facilidade de financiamento que garante o chamado custo-benefício, o número de motocicletas que circula pela Região Metropolitana de Campinas teve um expressivo aumento nos últimos dez anos em dados comparativos entre 2004 e 2014, fornecidos pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), crescendo quase duas vezes mais que a expansão de automóveis.



Segundo dados do órgão, em dezembro de 2004 havia 122,6 mil motocicletas na região, número que saltou para 318,5 mil em dezembro do ano passado, o que corresponde a um aumento de 159,7%. No mesmo período, a quantidade de automóveis passou de 719,4 mil para 1,3 milhão, equivalente a uma expansão de 89%. Com isso, tendo em vista a população atual da RMC estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 3,055 milhões, existem em circulação uma moto para cada 9,5 habitantes.



Apenas em Indaiatuba, no entanto, os dados também mostram um aumento na circulação de motocicletas. O número, porém, não é tão superior ao de veículos, tendo apenas uma diferença de 11% no comparativo realizado em dez anos.



Para o município, ainda de acordo com o Denatran, Indaiatuba possuía 16.748 motocicletas até dezembro de 2004. No mesmo período de 2014, porém, o número saltou para 41.210, representando um aumento de 146%, quase o mesmo índice de toda a RMC. Para os veículos, o aumento registrado foi de 135%, passando de 41.049 carros em 2004 para 96.555 até dezembro de 2014.



Médias



A proporção das motos na RMC é superior à média estadual, que possui índice de 10,6 motocicletas por habitante, e também da nacional, que atinge 10,4 veículos de duas rodas por habitante. Porém, os municípios da região não têm nenhum plano viário para comportar a expansão de motos, como afirmou o engenheiro civil Creso de Franco Peixoto, especialista em Infraestrutura de Transportes e professor da Unicamp.



De acordo com Peixoto, a “explosão” no aumento das motocicletas se deve ao incentivo da venda, com parcelas baixas de financiamento, além do baixo custo de manutenção e na economia de combustível, diferente do que acontece com veículos de quatro rodas.



Combustível



Diante do aumento do preço dos combustíveis em todo o país, muitas pessoas estão optando pelo uso de motocicletas para se locomover, tendo em vista o baixo consumo e a rapidez para chegar ao local de destino. Conforme dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo), no mesmo comparativo entre 2004 e 2014, o número de compradores de motos aumentou em 62%, passando de 878.110 para 1.429.692.



Uma das pessoas que optou por uma moto, no entanto, foi o publicitário Diego Gadens, que mora em Indaiatuba e trabalha em Campinas. Para ele, o dinheiro gasto com um ônibus circular rende cerca de 20 quilômetros com o veículo de duas rodas.



“Antes de comprar uma moto eu sempre pegava um ônibus ou dava algum jeito de ir de carona, usei o carro algumas vezes, mas gasta demais, não compensa”, contou. “Quando tive a chance de dar a entrada em uma moto, não pensei duas vezes. Hoje, o que eu gastaria em uma passagem, mais ou menos, coloco de combustível e ando cerca de 20 quilômetros”.



Para Maycon Roncada, que trabalha em uma empresa no Distrito Industrial, a motocicleta, além de ser uma alternativa econômica, também ajuda a evitar o estresse do trânsito na saída do trabalho. “Se você estiver de carro e tentar sair do Distrito Industrial por volta das 17h30 ou 18h, pode acreditar que você irá passar por um congestionamento grande, mas não comprei minha moto pensando nesse fator, a compra foi feita por conta da facilidade do negócio e da economia de combustível, mas esse fator de não precisar enfrentar o trânsito é mais um benefício”, disse.

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