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Policiais são presos acusados de matar empresário de Capivari
Prisão temporária foi decretada ontem à noite pela juíza Daniela Faria Romano



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Publicado em 19/04/2010 às 15h37Manoel Miranda – [email protected]
Empresário levou sete tiros ao retornar de Indaiatuba para Capivari

Ricardo MirandaEmpresário levou sete tiros ao retornar de Indaiatuba para Capivari

Dois policiais militares tiveram a prisão temporária decretada ontem, dia 16. Adilson Soares e Thiago Pedersoli são acusados de matar o empresário João Carlos Pereira Lima, de 37 anos, na noite de segunda-feira, dia 12, às margens da Rodovia João Ceccon, estrada que liga Indaiatuba a Cardeal. A vítima trabalhava com jogos eletrônicos e no carro foram encontradas várias peças de máquinas de jogos.

O pedido de prisão foi feito por um delegado de Campinas, após investigações que se estenderam durante a semana. Ontem, o documento foi protocolado no Fórum e o promotor Christiano José Poltronieri se manifestou favorável à prisão dos suspeitos. A juíza Daniela Faria Romano acatou o parecer e decretou a prisão por 30 dias, até o término das investigações.



O advogado de Soares, João Carlos Bueno, informou à Tribuna que seu cliente está “tranquilo” e nega o crime. “Ele falou para a polícia onde estava na hora do crime, e as pessoas que estavam com ele confirmaram, bateu tudo”, explica. “Até a arma ele ofereceu para o exame de balística.”



O comandante da Polícia Militar de Indaiatuba, capitão Marcos Florêncio, declarou à reportagem que está “muito chateado” e lamenta “profundamente” a situação. “Por outro lado, a situação é positiva pois tira os maus elementos da corporação”, avalia. “Temos que absorver esta situação de depreciação interna da PM. Os policiais envolvidos em atos ilícitos vão sofrer as medidas pertinentes a cada caso ou a cada irregularidade.” Os dois policiais foram encaminhados ontem à noite para o presídio Romão Gomes, onde ficam recolhidos PM’s envolvidos em crimes.


O caso

O crime aconteceu por volta das 19h20 de segunda-feira, às margens da Rodovia João Ceccon, nas proximidades da Fazenda Espírito Santo. No local, o empresário João Carlos Pereira Lima foi executado com sete tiros de pistola calibre 380, dos nove disparos efetuados por um dos ocupantes de uma moto preta, de médio porte.



O empresário foi alvejado por três tiros na cabeça e outros na região do tórax e caiu morto ao lado do veículo que dirigia o Honda Civic LXS Flex preto, ano 2008, de Capivari.



O passageiro Sandro Berganton, de 35 anos, também morador em Capivari, que a princípio alegou ser sócio, depois empregado, e por último amigo do empresário morto, não foi atingido por nenhum disparo e fugiu pela Rodovia João Ceccon, onde com o celular ligado ficou dando sinal para a parada de veículos em busca de socorro, alegando que ninguém parou.



Testemunha

A reportagem da Tribuna, que acompanhou toda a ocorrência, conversou no local com um motorista de caminhão que estava acompanhado da esposa e da filha menor, que não quis ser identificado. O motorista disse que parou o caminhão e foi informado por Sandro que o empresário havia sido morto com vários tiros. Na sequência, o motorista conta que parou uma Van e logo em seguida ouviu-se a sirene da Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros bem próxima do local.



Viaturas da Polícia Militar preservaram o local, até que, por volta das 22 horas, chegou uma equipe de peritos do Instituto de Criminalística (IC) de Campinas, para um levantamento do local. Foram encontradas nove cápsulas de pistola calibre 380 Taurus, das quais sete atingiram o corpo do empresário e três transfixaram e acertaram o carro.



O corpo do empresário foi liberado na manhã de teça-feira, dia 13, sendo transladado para a cidade de Capivari, onde foi sepultado. O médico legista Ivan de Mello Pompeu Pizza, do Serviço de Verificação de Óbito (SVO), atestou como causa da morte politraumatismo por instrumento pérfuro contundente (projéteis de arma de fogo).



Hipótese de latrocínio é descartada

O delegado Marcelo Eduardo da Silveira, que investigou primeiramente o caso, acompanhou os levantamentos da Polícia Técnica e pelo relato da principal testemunha, Sandro Berganton, de que havia entregado certo valor em dinheiro, entendeu, naquele momento, que crime seria um latrocínio. Porém, no curso da investigação procedida pela Serviço Reservado da Polícia Militar (P-2) e por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas, o caso passou a ser investigado como execução. A motivação seria um acerto envolvendo o empresário do ramo de jogos eletrônicos, depois que três placas-mãe e três noteiros foram encontrados no porta-malas do carro, o mesmo acontecendo com a maleta que foi apreendida quando o veículo estava recolhido em pátio particular.



Depois que o caso tomou um rumo completamente diferente, com o surgimento de novas pistas, o delegado titular Antônio Góes Filho trabalha apenas com a hipótese de execução sumária, pelo fato de nada ter sido levado do empresário e passageiro.



Versão

Na única versão apresentada por Berganton, ele disse que vieram de Capivari para jantar em um restaurante na Avenida Presidente Kennedy, porém, em razão de estar fechado, foram a um bar na Presidente Vargas, onde permaneceram algum tempo e em seguida retornaram pela Rodovia João Ceccon.



Nas proximidades da Fazenda Espírito Santo, ambos pararam para urinar. Neste momento foram abordados por dois indivíduos ocupantes de uma motocicleta preta e de porte médio. Um indivíduo teria dito para que eles passassem um envelope com dinheiro. Berganton disse que não tinha envelope e lhe deu o dinheiro que havia no bolso, mas não especificou o valor.



Neste momento, segundo a testemunha, o empresário falou que o dinheiro estava em seu bolso, a quantia de R$ 594, e ao fazer menção de pegá-lo com uma das mãos um dos indivíduos descarregou a pistola 380 contra ele. Assustado, disse que saiu em disparada pela Rodovia João Ceccon tentando parar algum veículo mas ninguém parou. Ao perceber que os dois ocupantes da moto preta haviam retornado na direção de Indaiatuba, permaneceu no local alguns minutos até a chegada do Corpo de Bombeiros e viaturas da PM.

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