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Vereadores eleitos revelam linha de atuação
Reeleitos vão manter linha de trabalho e iniciantes querem focar nos bairros



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Atualizado em 15/10/2012 às 12h03Publicado em 11/10/2012 às 17h44
Ana Polastri e Eduardo TuratiEleitos fala sobre a linha de atuação para o próximo mandato

A eleição municipal realizada domingo, dia 7, garantiu a permanência de sete dos 12 vereadores que ocupam as cadeiras da Casa para o próximo ano. Dos outros quatro candidatos eleitos, um já ocupou o cargo como suplente e três assumem a vaga pela primeira vez. Para entender qual será a forma de atuação daqueles que vão representar o povo de Indaiatuba nos próximo mandato, a reportagem da Tribuna buscou saber com os futuros vereadores como será o comportamento de cada um e a maneira de trabalhar no Legislativo.



Recordista de votos na história de Indaiatuba, com 6.202 citações nas urnas eletrônicas, Bruno Arevalo Ganem (PV) pretende discutir as propostas apresentadas na Câmara junto com os eleitores. Para isso, o vereador que exerceu a função no atual mandato como suplente, pretende fazer com que a vontade da população seja respeitada durante a discussão de um projeto. “Independente do lado que vier o projeto, nosso dever é questionar o que a população quer saber. Vou continuar nas ruas ouvindo o povo”, garante.



Eleito para o terceiro mandato consecutivo como o segundo mais votado (4.998), o ex-secretário municipal da Habitação Gervasio Aparecido da Silva (PP) deve manter a linha de trabalho realizada nos últimos três anos e três meses, período em que deixou a cadeira parlamentar para coordenar a Secretaria Municipal de Habitação. À reportagem, o vereador diz que a conquista da vaga representa o reconhecimento do trabalho executado na Habitação e que o objetivo é continuar trabalhando, independente se for na Câmara ou novamente na pasta.



Reeleito com o mote de trabalhar pela saúde, o vereador Hélio Alves Ribeiro (PSB), que recebeu 4.255 votos, ficando em terceiro na lista dos 12, afirma que vai reavaliar alguns conceitos utilizados no atual mandato, que está terminando. “Situações surgem dentro de um primeiro mandato. Agora que fomos reeleitos, vamos ter mais cobranças. Por isso, precisamos rever, mudar alguns focos e achar outras vertentes”, diz o parlamentar, sem exemplificar quais serão as modificações que pretende implantar.


Saúde

Atual presidente da Casa e reeleito com a quarta maior votação (4.010), o ex-secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Chiaparine (PMDB), sempre se manifestou sobre projetos voltados ao tema. Procurado, ele não foi encontrado para falar sobre a atuação que pretende ter.



Ex-secretário municipal de Esportes, Maurício Baroni Bernardinetti (PMDB) recebeu 3.306 votos e foi eleito para o quarto mandato consecutivo. Por ter ficado três meses à frente da Secretaria Municipal de Esportes, tem como principal foco de atuação os esportes. Questionado sobre os próximos quatro anos Baroni afirma que a intenção é permanecer no cargo.



Líder do Governo na Casa, Luiz Alberto Pereira, o Cebolinha (PMDB) obteve 3.113 votos e garantiu o quinto mandato. Para a reportagem o parlamentar afirmou que vai continuar trabalhando com as visitas as famílias em todos os locais onde for solicitado e legislar para dar apoio ao prefeito.



O médico Túlio José Tomas do Couto (PMDB) foi reeleito com 3.064 votos. Durante a atual legislatura o vereador sempre se manifestou de forma mais intensa em ações voltadas para a saúde. Para o próximo mandato, ele afirmou que vai continuar atuando para dar sustentabilidade ao grupo do governo.



Único vereador da oposição no atual mandato, o professor Carlos Alberto Rezende Lopes, o Linho (PT), foi reeleito com 2.812 votos, que vão fazer com que continue atuando como líder dos oposicionistas que, na teoria, pode ter três membros. A manutenção da forma de atuar do parlamentar é compreendida quando ele afirma que a reeleição é uma demonstração de que a sociedade reconheceu o mandato.



Suplente na atual composição da Câmara, Adalto Missias de Oliveira (PP) ficou com a nona vaga ao obter 2.121 votos. Assim como o presidente, ele foi procurado, mas não atendeu as ligações.

Eleito pela primeira vez com 1.965 votos, o empresário Antônio Sposito Júnior, o Toco da Croissant (PTB), pretende trabalhar junto com a população e apresentar propostas que possam ajudar a cidade a crescer.



O empresário Celio Massao Kanesaki (DEM) também foi eleito pela primeira vez após conseguir 1.920 votos. Atuante dentro da comunidade japonesa local, o futuro parlamentar pretende realizar o mesmo trabalho nos bairros da cidade.



Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Indaituba, Derci de Lima (PT) é outro novato na Casa. Com os 1.870 votos que recebeu, quer ser “a voz dos trabalhadores” na Câmara e compor a base da oposição ao atual governo.



Recordista quer Câmara ‘independente’

Vereador mais votado da história de Indaiatuba, Bruno Arevalo Ganem (PV) quer levar para dentro da Câmara a força dos 6.202 votos que recebeu da população de Indaiatuba. Depois de passar quase três anos e meio ocupando uma cadeira de suplente e fazendo parte da base de sustentação do atual governo, Ganem quer que os pedidos dos indaiatubanos passem a ser “mais respeitados” pelo Legislativo e Executivo. Além disso, pretende que a Casa seja mais “independente” das vontades do chefe do Executivo e garante “agora não sou mais da base”.



Em entrevista concedida à Tribuna um dia após a vitória, o futuro presidente da Câmara (o vereador mais eleito é o presidente na primeira sessão) afirma que durante a campanha garantiu aos eleitores que iria ser “firme contra aquilo que está errado”, mas que não vai focar em apenas encontrar problemas. “Tenho o dever de questionar o que a população quer, independente do lado que vier a proposta”, cita.



Questionado sobre a forma como pretende atuar na Casa, Ganem cita que o fato de não ser da base não significa que será da oposição. Antes de definir o posicionamento, ele afirma ser necessária uma conversa com as lideranças do Partido Verde, mas lembra que sempre foi “do caminho do meio”.



Sobre a mudança de comportamento dos demais pares e até do Executivo, o parlamentar eleito lembra que a força não será do vereador, mas dos 6.202 votos que ele representa. Para isso, uma das principais ações que ele pretende discutir é que a Câmara seja mais independente em suas ações.



Ao falar do período em que fez parte da situação, Ganem diz que sempre teve “caminho aberto” com a administração, mas que não sabe como será no próximo ano, já que não representa mais um integrante do governo. “Não sei como será agora. Acho que não vai ser problema. Desde o início o meu papel é fazer o canal com a população. Não será uma ajuda para o Bruno, mas para o povo”, diz.

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