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No Divã – Dia 13 de Abril



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Publicado em 15/04/2013 às 15h48Paulo Antolini – [email protected]
Erro ou fracasso?

Há muito observo pessoas de “cabeças baixas”, se sentem fracassadas em suas empreitadas e por essa razão perdem muita energia, condição vital para a manutenção do ânimo e alimentação do entusiasmo para o viver.



As reações são várias. Muitas buscam na autoafirmação o próprio reconhecimento para poderem continuar seus caminhos. Outras apenas vão vivendo, acreditando que não há horizontes para elas. Têm como crença que “alguns nasceram para serem vencedores e a maioria, para serem perdedores”, a partir de então, aceitam passivamente tudo que lhes é dado ou imposto. Outras como já sabemos, entregam-se aos vícios, destruindo definitivamente qualquer possibilidade de crescimento.



Mas já repararam que existem pessoas que não se entregam às agruras da vida, vão em frente e se tornam verdadeiros modelos de superação? Os amargores não são empecilhos, são fatores impulsionadores para novas ações.



Errar significa não fazer o certo, o que é esperado, o que é o correto, tanto que ao erro, quando intencional aplica-se a culpa. O termo fracassar originalmente queria dizer cair, quebrar. Só depois foi ganhando o significado de falhar. Embora não sejam sinônimos, muitas vezes são usados como tal.



Em consultório essa mescla de conceitos revela grandes angústias e depressões, pois as pessoas chegam sentindo-se fracassadas em seus intentos, o que as impedem de perceberem seus erros, ou seja, os verdadeiros motivos que desencadearam os resultados.



Um engenheiro, ao se aposentar recebeu uma pequena fortuna de indenização. Eram anos nunca mexidos e, portanto, uma quantia que permitiria a ele viver folgadamente. Tinha como sonho montar sua própria indústria e assim o fez. Investiu todo o seu capital recebido e mais suas reservas em uma fábrica de ar condicionado. Objeto de estudo e pesquisa há muitos anos, tinha um belo e moderno projeto desenvolvido. Investiu desde estrutura física, instalações administrativa e fabril de forma exemplar. Iniciou suas atividades em uma segunda-feira e dispensou todos seus funcionários na sexta feira da mesma semana, fechando definitivamente as portas da empresa.



Os mais antigos devem lembrar-se da época em que o governo lançou uma campanha para economia de energia, foi pedido que não usássemos ar condicionados, desligássemos os freezers, mudássemos os sistemas de aquecimento elétrico para aparelhos a gás e assim por diante. Foi exatamente nessa semana de sua inauguração.



O sentimento de fracasso que tomou conta desse senhor foi imenso, colocando-o inclusive em um leito de hospital, de onde demorou muito a sair e quando o fez, foi alquebrado e sem gosto pela vida. Mais do que as perdas materiais, o não ter conseguido realizar seu sonho o transformou em um derrotado.



Durante anos viveu assim, até que um dia lhe foi dito que ele havia errado, dai seu fracasso. E pasmem, ele pesquisou tudo que podia sobre seu produto, apenas não pesquisou sobre a fonte motriz de seu produto: a energia elétrica. Fez todos os seus planos sem considerar o momento do país quanto a esse importantíssimo item. Ele errou, não fracassou.



A importância de identificarmos as reais razões do que não deu certo em nossas vidas é porque os erros podem ser corrigidos. Grandes homens no mundo dos negócios, dos esportes, não admitem terem fracassado, mas sim terem errado e por isso terem tido maus resultados.



Perceber que erramos traz para nossas mãos a correção que se faz necessária. Deixar por conta do fracasso é jogar para as variáveis que não temos controle a responsabilidade pelo insucesso, portanto, nada podemos fazer. Quando se percebe essa diferença entre o erro e o fracasso, onde o primeiro antecede o segundo e que pertence a nós, não ao mundo exterior, sabemos então que se o eliminarmos faremos com que os resultados sejam positivos.



Isso faz toda a diferença. O erro está para a responsabilidade assim como o fracasso está para a fatalidade.



Paulo Antolini é psicólogo, psicoterapeuta, practitioner de programação neurolinguística, administrador e consultor de empresas. Fones: (19) 3834-8149 / (19) 9159-2480

Email: [email protected]

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