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No Divã – Dia 3 de Agosto



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Publicado em 05/08/2013 às 14h26Paulo Antolini – [email protected]
O sentido de vida

Em um mundo tão moderno, onde as evoluções estão acontecendo sem interrupções, onde as várias ciências estão se difundindo, fazendo com que seus conceitos se tornem mais e mais conhecidos, com tantas orientações diferentes, mas tendo em comum o que tanto é apregoado por todas: ter um objetivo. Pessoas sem objetivos não sabem para onde devem ir e não se situam bem onde estão, enfim a insatisfação faz-se presente.



E então a busca de objetivos, o exercício do definir-se vem sendo praticado há muito tempo. Há inclusive cursos, workshops, seminários e palestras que tratam do assunto. Ensinam os caminhos e fornecem ferramentas que facilitam o estabelecimento dos objetivos de vida a curto, médio e longo prazo. Possibilitam também o traçarem planos para o atingimento desses objetivos.



Ensinam como acompanhar os planos. A importância de corrigir os desvios, de rever os próprios planos, refazendo-os, readequando-os conforme os novos tempos, as mudanças, as possibilidades. E quem tem um objetivo e o segue, conquista muito mais rapidamente o que se propôs, pois sabe a direção que deve seguir.



Quando se começou a ver a necessidade de realçar a importância do conhecer seus destinos, pois antes era como inerente ao viver, em alguns casos nem havia muitos objetivos a serem almejados, senão os que estavam disponíveis e que simplesmente precisavam ser seguidos, pois existia acoplado a eles o que conhecemos como “sentido de vida”.



Com a modernidade, com a agitação dos novos tempos, com a busca do “ter mais” para viver melhor, ou mesmo sobreviver, estabelecer objetivos na vida foi se distanciando do ter um sentido de vida. Hoje muitos têm objetivos, porém desprovidos de um sentido maior, o que gera então um profundo vazio.



Como alguém tendo um objetivo na vida pode ao alcançá-lo não se realizar plenamente? Quantos milionários olham para o império que construíram sem sentirem satisfação nenhuma? A sensação é a mesma de quando se come uma iguaria e a mesma não tem nenhum sabor, não há paladar a ser apreciado.



A resposta surge quando as pessoas percebem que é preciso mais do que isso. Faz-se necessário que os objetivos estejam associados a um sentido maior, este sim verdadeira base para nossas ações e consequente manifestação identificada através da paz e satisfação interior.



Em um relacionamento sem o verdadeiro amor, quando com a pessoa pode ser agradável, porém quando ela não está não sente a falta da pessoa em si. Quando muito sente a falta das condições que ela propicia. Quando o amor existe, a ausência da pessoa amada é duramente sentida. Na relação é a pessoa o sentido da mesma e não as situações que ela propicia.



O sentido de vida é algo que ultrapassa o alvo. Ultrapassa e continua. Vai além. E há duas situações que gostaria de ressaltar: O sentido de vida como manifestação da fé existente e a importância de se passar para os jovens em escolha de carreira a necessidade das bases que os levarão não só a atingirem seus objetivos, mas serem felizes com o que fazem.



O sentido de vida traz consistência ao que se faz e garante também o fazer da forma adequada, levando em consideração todas as situações que envolvem o que se faz. Propicia o respeito aos valores que estão envolvidos no que se está a buscar.



Queixas de que o mundo está “frio”, as pessoas são apenas individualistas, não mais considerando as demais são muito comuns, contudo pouco se analisa a postura dos atuais adultos frente a suas próprias vidas. E o quanto desse desligamento e falta do saber seus próprios sentidos estão sendo repassados aos filhos.



No momento em que o líder maior da igreja católica esteve com tantos milhares de jovens, muito se sensibilizou nesta direção: dar um sentido maior a própria vida. Se muito foram pela aventura, muitos mais estiveram lá por estarem descobrindo a fé. Um movimento que conclama a todos, independente dos dogmas religiosos, a darem uma polida nesta lâmpada interior que se encontra tão embaçada e que tem por nome: FÉ!



Paulo Antolini é psicólogo, psicoterapeuta, practitioner de programação neurolinguística, administrador e consultor de empresas. Fones: (19) 3834-8149 / (19) 9159-2480

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