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Câncer de mama: diagnóstico precoce salva vidas



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Atualizado em 27/11/2014 às 17h19Publicado em 29/09/2014 às 15h48Fábio Alexandre – [email protected]
Campanha Outubro Rosa ajuda a obter mais informações sobre a doença
Eduardo TuratiMaria Aparecida, Ezir, a assistente social da Volacc, Mirna e Fernanda contam sobre a luta a favor da vida

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Por Jéssica Santana

[email protected]





Outubro está chegando, e com ele, a campanha Outubro Rosa, que relembra sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. Este é o segundo tipo de câncer mais frequente entre as mulheres, registrando a marca de 22% dos novos casos anuais.



Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), somente em 2014, existe uma estimativa de surgirem ainda 57.120 mil novos casos. A campanha Outubro Rosa chega a Indaiatuba através de ações realizadas pelo grupo Voluntárias de Apoio no Combate ao Câncer (Volacc), entidade não governamental que tem hoje 34 mulheres em tratamento, que recebem apoio desde a parte de medicação e orientação, até o serviço de preparação psicológica e auxílio, tanto para elas quanto para os familiares.



A história do Outubro Rosa



O evento teve sua origem nos Estados Unidos na década de 90, quando uma fundação norte-americana iniciou a chamada Corrida pela Cura, e nela, distribuía laços cor de rosa, simbolizando a luta contra o câncer. Depois disso, monumentos em cidades de todo o mundo começaram a ser iluminados com a cor rosa, para relembrar a importância do assunto.



No Brasil, a primeira iniciativa foi a iluminação em rosa do Mausoléu do Soldado Constitucionalista, mais conhecido como Obelisco do Ibirapuera no dia 2 de outubro de 2002.



Em Indaiatuba, a causa começou de forma tímida, com o início da distribuição de panfletos feitos pela Volacc, em outubro do ano passado, porém, com a mesma intenção: alertar para a importância da mulher fazer a chamada apalpação, em que é possível perceber os primeiros sinais.


Lindas e sobreviventes: mulheres que “driblaram” o câncer



O processo que cerca a chegada da notícia de um câncer de mama não é fácil. O tratamento, as quimioterapias e radioterapias, e principalmente a aceitação do corpo após a realização da mastectomia, que pode ser radical, caracterizada pela retirada total da mama e reconstrução, ou a quadrante, quando apenas uma parte é retirada, influencia em toda a vida de uma mulher.



Além disso, o preconceito e a dificuldade de alguns tipos de atendimento, principalmente na rede pública de saúde, tornam esta etapa ainda mais complicada, como conta a dona de casa Ezir Guedes da Silva Xavier, de 48 anos, que está em tratamento desde 2010. “Sempre fiz os exames de Papanicolau e mamografia anualmente e até então nunca havia dado alteração nos mesmos. De repente, um dia perceberam nódulos em meus exames. A médica que o fez disse que não era nada, mas, insisti em outros dois médicos da rede pública. Só depois de conseguir o favor de um médico particular é que descobri o câncer de mama. Meu mundo caiu naquele momento”, conta.



Ezir detalha que não foi fácil aceitar o problema, principalmente por achar que as pessoas que tem câncer nunca sobrevivem. O apoio da família e o acolhimento feito pelos membros da Volacc fizeram com que sua trajetória fosse menos dolorosa.



Para Maria Aparecida Macrin, vendedora de 32 anos, o recebimento da notícia não foi a pior etapa, mas, a reação das pessoas sobre sua condição. “Eu sabia que precisava manter a cabeça no lugar e fazer o tratamento. Eu tinha mais duas primas na mesma condição e uma faleceu. Foram dez sessões de quimioterapia e 28 radioterapias”, explica. Maria também foi submetida à retirada total de um dos seios, e hoje está em tratamento e na fila para a retirada da segunda mama, a fim de prevenir novos problemas.



Outra bela sobrevivente é Fernanda Cristina Ribeiro, representante comercial de 37 anos, que recentemente fez a mastectomia radical e está realizando as primeiras quimioterapias. Para ela, outro fator que prejudica a condição é o atendimento público em Unidades Básicas de Saúde (Ubs) e nas Unidades de Pronto Atendimento de Indaiatuba (Upa). “Eu perdi uma prima com a doença e então, comecei a desconfiar de uma retração no seio. Em maio tive a confirmação do câncer e, devido à quimio eu tenho reações. Na cidade, não temos assistência para isso, e os atendimentos não são priorizados. Os profissionais da saúde muitas vezes não sabem como atender as pessoas que estão em tratamento”, desabafa.



Para a assistente social da Volacc Mirna Perini Otranto, muito pode ser feito para quem está em tratamento de câncer. “É de extrema importância que as autoridades locais dediquem um pouco do seu tempo para conversar com essas mulheres e entender quais são suas necessidades e como melhorar esse atendimento público”, comenta. “Sonhamos em ter uma nova sede para a Volacc para ajudar ainda mais pessoas, e convidamos os membros do poder administrativo de Indaiatuba a comparecerem às nossas reuniões”, reforça Mirna.


DivulgaçãoPrédio da Seprev ficou cor de rosa durante o mês de outubro de 2013, e irá repetir este ano

Seprev promove Outubro Rosa



O Serviço da Previdência e Assistencia Social dos Funcionários Municipais de Indaiatuba (Seprev) promove, novamente, o Outubro Rosa, que tem como objetivo chamar a atenção para a prevenção do câncer de mama e diagnóstico precoce.



Entre as ações programadas, no decorrer do mês haverá palestra com o tema ‘Como chegar bem aos 115 anos’, que será realizada no dia 23 de outubro, às 15h, no auditório da prefeitura, com o médico Alberto Silva. A atividade contará também com a participação do médico especialista em ginecologia e obstetrícia, Marcos Fernando de Oliveira Freitas.



Outra novidade é o ‘Mama Móvel’, caminhão equipado para a realização de mamografia, que será instalado ao lado do Seprev e do Museu Ferroviário, entre os dias 27 e 31 de outubro, das 8h às 18h. Para utilizar o serviço é necessário agendamento prévio:

[email protected] ou

através do fone (19) 3825-4600, ramal 4628.



O Seprev, que este ano receberá novamente uma iluminação em cor de rosa, também enviará, durante todo o mês, mala direta para o público-alvo da campanha, entre 40 e 69 anos, que não realiza mamografia há mais de um ano para alertar sobre a consulta e o exame.

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