16.2 C
Munique

10352 Sylvia Sannazzaro Vida Dedicada Ao Ensino

Leitura obrigatória

Publicado em: 01/12/2016 14h39 – Atualizado em 07/12/2016 10h48

Sylvia Sannazzaro: vida dedicada ao ensino

Professora relembrou o cenário da educação desde aluna até encerrar carreira no Magistério

Fábio Alexandre



Arquivo Penna
Grupo Escolar no início do século 20; todas as crianças que estudavam na época passavam pela turma da unidade
A Educação é, e sempre será, um dos pilares para a construção da sociedade. Em Indaiatuba, muitas mulheres fizeram parte de um contingente de professores que marcou a memória de muitos moradores locais. Uma delas, em especial, será relembrada neste especial do aniversário: Sylvia Teixeira de Camargo Sannazzaro.
Sylvia nasceu em Indaiatuba e a Educação era uma constante dentro de casa. “Eu aprendi a ler e escrever com meus irmãos e com meu pai, de modo que com seis anos eu já era alfabetizada. Daí, quando eu completei 7 anos, em julho, o diretor do Grupo, ‘seo’ José de Sales, morava aqui em frente à nossa casa, me conhecia, sabia que eu já era alfabetizada, pediu à mamãe que me matriculasse no Grupo. Aí eu fui para o Grupo Escolar”.
O primeiro ano foi tranquilo. “Entrei no primeiro ano, numa classe dirigida por Dona Maria José de Campos. Ela que foi a minha professora. Mas como eu já estava alfabetizada, no fim do ano eu passei em primeiro lugar da classe, né? Eu já estava acompanhando perfeitamente, até recebi um prêmio, um livro muito bonito, de pássaros, até fizeram uma festinha”, lembra. “Daí eu entrei para o segundo ano, foi mais ou menos em 1919. Naquele tempo era Grupo Escolar de Indaiatuba, ali ao lado da Matriz (Matriz Nossa Senhora da Candelária, na praça Leonor de Barros Camargo, zona central). Aí, fui uns dois ou três meses só”. Sua professora foi Dona Benedita Wagner.
Depois de um episódio traumático, Sylvia passou a estudar em casa, concluindo o primário. “Aí chegou a vez de ir para um colégio, né? Então meus pais me matricularam no Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Campinas, ali na Rua José Paulino. Então eu fiz os quatro anos ginasiais”.
Em seguida, parte da família se mudaria para Itu. “Então mamãe resolveu que ao invés de eu fazer o Normal em Campinas, fizesse em Itu”, lembra.
Professora
Sylvia começou a lecionar em seguida, em 1931. “Me apresentei no Grupo Escolar como substituta. E peguei uma classe do 4º ano que era de Dona Maria José, irmã da Helena, que tem o grupo aqui (hoje Escola Estadual Helena de Campos Camargo). Era a irmã mais velha dela”, prossegue. “Dona Maria José era uma professora muito competente e ela teve um problema pulmonar, foi se tratar em Campos do Jordão. Então durante esse licenciamento, eu a substituí. Tive alunas como Adélia Milani, Chiquita Cordeiro, Frida Banwart, João Otto Steffen”.
Antes de voltar ao Grupo Escolar, lecionou em escolas rurais de Helvetia, de 1932 a 36, e Itaici, nos anos de 1937 e 38. De volta ao Grupo Escolar, deparou-se com um desafio, quando Yolanda Steffen assumiu como diretora e lhe entregou uma classe “problemática”. “Era tudo gente do outro lado, Bola Sete, o Mila. Eram alunos abandonados, o Bola Sete descia aqui a minha rua e dormia aí nos vagões de trem, por que não tinha nem casa pra morar, tornou-se um dos maiores bandidos daqui”, continua. “E o Mila, maluco, daqueles que não tinha ninguém que orientasse, mas foi um desastre, sabe?”.
Ainda assim, não desistiu. “Agora o trabalho era lecionar dobrado, né? Aí o que o Luiz (Carlos Sannazzaro, seu marido) fez? Disse: ‘não tem importância, eu vou fazer aqui no quintal um rancho e faço uma classe pra você’. Quando o aluno não acompanhava, porque eu sempre levei a classe toda junta, eu dividia seção A, B e C, pra poder dar mais atenção, mas levavam todo mundo junto”.
A paixão por educar deu resultado, ainda mais depois que o marido terminou de construir a sala de aula. “Eu trazia os alunos atrasados, iam almoçar e depois vinham aqui em casa. Então eu levava, aí e fazia eles aprenderem a lição que eles não entenderam na classe pra não ficarem atrasados”. E desse jeito, promoveu 100% de sua classe.
No total, foram 28 anos e meio dedicados à Educação e a aposentadoria viriam em 1957, no Randolfo. Sylvia lançou em 1997 o livro O Tempo e a Gente e, em 1995, foi agraciada com a Medalha João Tibiriçá Piratininga, mesmo ano em que tornou-se presidente do Conselho Consultivo da Fundação Pró-Memória, onde manteve-se até sua morte, em 2008.

Escola do Comércio, hoje Colégio Candelária, abriu educação privada

Fundação Pró-Memória

Colégio Candelária, ainda como Escola do Comércio, antes do calçadão ao lado da igreja
Algumas instituições de ensino locais ajudaram a construir, no passado, os caminhos da Educação em Indaiatuba. Uma das mais tradicionais abriria suas portas em 28 de agosto de 1958, com origem na preocupação do cônego Carlos Menegazzi envolvendo o futuro dos jovens indaiatubanos.
“Os jovens tinham que sair da cidade para estudar, pois aqui tínhamos apenas o antigo Primário”, conta o Padre Marcelo Previatelli, diretor do Colégio Candelária, que em sua inauguração se chamava Escola de Comércio. “Então, Menegazzi tomou a iniciativa de criar uma escola técnica para os jovens da cidade. Uma série de pessoas passou por aqui para cursar Contabilidade ou Administração. Foi uma resposta a esta preocupação social que a Igreja Católica sempre teve”.
Aos poucos, a escola foi se adaptando à realidade. “Já tivemos cursos supletivos e fomos um dos primeiros a oferecer curso de informática”, lembra o Padre Marcelo. A virada veio com a chegada do Padre Gerônimo Furian, que conseguiria junto ao Ministério da Educação autorização para exercer o ensino Fundamental e Médio. “Antes disso, o colégio começou com uma turma infantil durante o dia.” O desafio então foi acertar algumas pendências do colégio.
“A Educação humana é nosso diferencial. A formação intelectual é ponto forte também, com material apostilado da Abril”, reafirma o padre. O colégio fica na Rua Candelária, 527, Centro.

Qualidade é foco da Fiec

A Fundação Indaiatubana de Educação e Cultura (Fiec) foi criada pela Lei Municipal 2.162 de 3 de outubro de 1985, no governo de José Carlos Tonin – mas assinada pelo prefeito em exercício, Roberto Sfeir – com o objetivo de promover em parceria com a Prefeitura de Indaiatuba, Educação e Cultura.
Com Ensino Técnico Profissionalizante, a Fiec conta hoje com cursos 100% gratuitos, reconhecidos nacionalmente e que são referência para outras escolas. Oferece, também, à população de Indaiatuba e região, cursos extracurriculares, inclusão digital e artesanato para crianças, jovens, adultos e terceira idade.
Sua missão é “pensar a Educação como uma forma de desenvolvimento e valorização e transformação do indivíduo e a sua inserção no mundo do trabalho e na sociedade, é responsabilidade desta instituição criada em 1985, que está atenta e a frente dos acontecimentos do seu tempo”.

Colégio Objetivo fez história como escola particular

Divulgação

Loide Rosa em atividade pedagógica no colégio
A caminho de completar 20 anos de atividade em Indaiatuba, o Colégio Objetivo é uma das mais importantes instituições de ensino particular do município. Tudo começou em 1999. “Este ano, completo 26 anos na Rede Objetivo. Iniciei minha história na área da educação na Unidade Objetivo em Sorocaba, onde tive a oportunidade de conhecer muito sobre o trabalho que envolve o ensino, tanto na área administrativa, quanto na pedagógica”, conta Loide Rosa, mantenedora do Colégio Objetivo Indaiatuba. “Em 1999, já com vasta experiência no ramo, fui convidada a assumir uma empreitada empresarial pela Rede Objetivo, então na cidade de Indaiatuba”.
Desde então, o desafio vem crescendo. “Em 1999, quando cheguei a Indaiatuba, a escola não possuía sede própria, sequer tinha estrutura adequada para proporcionar o trabalho tal qual pretendia realizar. Contava com um total de 135 alunos matriculados”, recorda Loide. “De lá para cá, o movimento foi constante: melhorar a cada dia a qualidade do ensino, proporcionar estruturas adequadas, adquirir sede própria, aumentar os serviços disponíveis à cidade e aumentar o número de alunos”.
“No final de 2014, iniciamos nosso maior desafio: construir e reformar os mais de cinco mil metros quadrados, com a escola em funcionamento. Uma obra que conquistou o Prêmio Retrofit no XIII Grande Prêmio de Arquitetura Corporativa, em outubro deste ano”, enfatiza Loide. “Sabemos que infraestrutura não determina a qualidade do ensino ministrado, tampouco interfere na formação do aluno, mas proporciona conforto ao docente no exercício de sua profissão, abre um leque de possibilidades para desenvolver atividades e estímulos variados, além de melhorar a motivação do aluno”.
Hoje, o Objetivo Indaiatuba conta com aproximadamente 1,5 mil alunos matriculados. “Por tudo isso, reafirmamos nosso compromisso com a educação e com o ensino de qualidade e agradecemos aos pais, alunos, professores e colaboradores pela confiança”.

Veja Também:

Comentar








Mais lidas

Filmes em cartaz


  • TROLLS



- Advertisement -spot_img

Mais artigos

- Advertisement -spot_img

Último artigo