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Caso Lacerda tem o julgamento mais longo do ano



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Atualizado em 24/11/2014 às 19h17Publicado em 20/11/2014 às 11h42Leandro Povinelli – [email protected]
Condenado a 14 anos de prisão, Juninho teve negado o direito de recorrer em liberdade
PAULO JOSÉ

Por Leandro Povinelli

[email protected]



Sérgio Vieira dos Santos Junior, vulgo Juninho, de 26 anos, passou por julgamento em Indaiatuba durante a tarde do dia 19, e foi condenado a 14 anos de prisão.



Preso desde fevereiro de 2012, depois de uma operação da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana contra uma quadrilha especializada em roubos a residências, Juninho foi acusado de assassinar o ex-guarda civil Francisco Cavalcanti Lacerda, na época com 46 anos, no dia 23 de dezembro de 2011. A audiência terminou por volta de 1h do dia 20, tornando-se um dos julgamentos mais longos do ano no município.



Conforme relatado na sentença assinada pela juíza de direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Indaiatuba, Daniela Faria Romano, os jurados integrantes do Conselho de Sentença consideraram o réu culpado pela prática de homicídio qualificado.



“Ante ao exposto, julgo parcialmente procedente o pedido acusatório para condenar Sérgio Vieira dos Santos Junior, qualificado nos autos, ao cumprimento da pena de 14 anos de reclusão”, diz o documento. “Subsistindo os motivos que ensejaram a custódia cautelar do sentenciado, imperiosa para garantia da ordem pública, denego-lhe o direito de recorrer em liberdade.”



Entenda o caso



O ex-guarda civil Francisco Cavalcante Lacerda, na época com 46 anos, foi assassinado com seis tiros na tarde de uma sexta-feira, dia 23 de dezembro de 2011, enquanto abastecia seu carro em um posto de combustíveis em Itaici. Lacerda cumpria pena por homicídio na cadeia de Tremembé, em São Paulo, mas foi beneficiado com a saída temporária de Natal, voltando às ruas um dia antes de sua morte.



Segundo as imagens captadas pelas câmeras de segurança do Centro de Operações e Inteligência (COI) e do autoposto, a polícia identificou que uma motocicleta Yamaha YBR passou 18 vezes pela Alameda Coronel Antônio Estanislau do Amaral, via onde fica situado o estabelecimento, aguardando a chegada da vítima. O ex-guarda, então, chegando ao local, foi surpreendido pela moto, ocupada por dois indivíduos de capacete. O garupa, posteriormente identificado como Junhinho, em posse de duas armas de fogo, desceu do veículo e caminhou em direção a Lacerda, que estava no banco do motorista. O indivíduo disparou várias vezes, sendo que seis tiros acertaram sua cabeça, tórax e região próxima ao abdômen, ocasionando o 17º homicídio daquele ano no município. Após a execução, o garupa voltou para a moto e, antes de fugirem do local, os criminosos conferiram se realmente Lacerda estava morto.



O condutor da motocicleta, por sua vez, posteriormente foi identificado como Josiel Marques, também preso na mesma operação realizada pela DIG. O segundo suspeito é irmão da operadora de caixa Sirlei Marques, ex-namorada de Lacerda, morta a mando do ex-guarda no ano de 2006, levando a Polícia Civil a concluir que todo o crime foi motivado por vingança.

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