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Ameaça de ‘apagão’ preocupa indústrias



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Publicado em 03/02/2015 às 10h16Mariana Corrér – [email protected]
Ciesp avisa que impactos na sociedade não devem ser subestimados
Eduardo TuratiLuiz Roberto Trondoli, proprietário de uma metalúrgica no Distrito Industrial

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Mariana Corrér

[email protected]



A ameaça constante de uma crise energética e os “apagões” preocupa as indústrias. O ramo da economia mais dependente da energia elétrica também será o mais afetado caso as previsões se concretizem.



Em Indaiatuba, os empresários ainda não planejam o prejuízo, mas têm consciência de que a produção será amplamente impactada com o problema. O gerente de infraestrutura do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Sergio Ojima, avisa que as consequências não devem ser subestimadas pela sociedade.



No Distrito Industrial de Indaiatuba, os industriários já sofrem com oscilações constantes de energia, que melhoraram após investimentos da CPFL Piratininga, mas ainda acontecem.

O proprietário de uma metalúrgica, Luiz Roberto Trondoli, resume: sem energia não há produção. “Dependemos necessariamente de eletricidade para trabalhar e sem ela não fazemos nada, a produção fica parada até voltar”, comenta.



Em visita à unidade, a Tribuna quase presenciou uma queda de energia, que havia sido normalizada cerca de cinco minutos antes. “Ficamos uns dez minutos sem força, mas depois, para voltar à produção os equipamentos levam mais dez a 15 minutos para reiniciar”, conta Trondoli. “Esse tempo todo é de prejuízo, pois a produção fica parada, os funcionários ficam à toa”.



Além disso, tem o problema técnico de desgaste dos aparelhos. “Com grandes variações, o equipamento vai desgastando aos poucos até pifar. Para um aparelho novo de R$ 1 milhão, tivemos que investir em um estabilizador de R$ 40 mil para tentar evitar problemas”, revela.

Olavo de Oliveira, representante de outra empresa do Distrito, também se preocupa com o problema. “É fato que a situação vai piorar, só não sabemos quando, mas já estamos começando a pensar em outras soluções para não termos um prejuízo tão grande e, uma das soluções, seria investir em um gerador”, conta.



O Ciesp é direto em dizer que a crise do setor elétrico introduz um quadro de incertezas para a economia. “Esse quadro precisa ser superado tão rápido quanto possível, em particular, porque atinge uma economia já fragilizada que necessita de novos investimentos”, analisa o gerente de infraestrutura. “Os impactos se refletirão sobre a produção, a geração de renda e emprego, então é fundamental que se priorize, ao longo da evolução do programa de racionamento, esses fatores”.



O Centro tem informado a seus associados que o setor elétrico atravessa profunda crise e lembra que a duração da crise e seus impactos nas cadeias produtivas afetam a economia como um todo. “Em síntese, já estamos diante de risco muito elevado de haver falta no fornecimento de energia elétrica e água, assim, a perspectiva é real de contarmos com energia elétrica cada vez mais cara, com qualidade ruim e sujeitos a interrupções mais longas e apagões”, lamenta Ojima.



Local

A Prefeitura Municipal afirma que não foi feita nenhuma recomendação ou aviso específicos para o município quanto ao problema de fornecimento de energia elétrica. O secretário de Desenvolvimento, Renato Stochi, afirma ainda que, em conato com a CPFL, foi informado de que a cidade está preparada, inclusive, para atender novas indústrias.



A CPFL Piratininga, responsável pela distribuição de energia na cidade, ressalta que a determinação precisou ser cumprida pelas empresas. A CPFL precisou cortar cerca de 10% da carga total do grupo, o que corresponde a aproximadamente 800 MW.



A razão apresentada para o corte de energia foi o alto consumo, que bateu recordes. Questionada sobre o consumo em Indaiatuba, a CPFL informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que os dados de consumo de energia elétrica não podem ser divulgados, pois a empresa é um grupo de capital aberto, então só pode divulgar números que demonstram evolução dos negócios depois da divulgação de resultados para o mercado.



Para prevenção de novas quedas ou alto consumo no município, a Prefeitura lembra, por meio de sua assessoria de imprensa, que mantém um programa de educação ambiental, que inclui o uso racional da energia e da água. É um trabalho contínuo no município por meio de projetos desenvolvidos pelo Serviço Autônomo de Água e Esgotos (Saae), Secretaria de Urbanismo e do Meio Ambiente e Secretaria da Educação.



Preventivo

No último dia 19, às 14h55, uma queda de energia atingiu as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Apesar de ter atingido 13 cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC), Indaiatuba não foi afetada.



O motivo foi um desligamento preventivo, recomendado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que justifica a ação para evitar um desligamento de maiores proporções. O órgão, em nota, explica que, “mesmo com folga de geração no Sistema Interligado Nacional (SIN), restrições na transferência de energia das Regiões Norte e Nordeste para o Sudeste, aliadas à elevação da demanda no horário de pico, provocaram a redução na frequência elétrica”.

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