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Preço da carne dispara após período de seca



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Publicado em 11/02/2015 às 10h39Da Redação – [email protected]
Costela, acém, músculo e contrafilé foram os cortes mais afetados
Eduardo Turati

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Adriana Brumer Lourencini

[email protected]



Desde novembro, a carne ficou mais cara para os paulistas. A longa estiagem prejudicou os pastos e a engorda dos animais acarretou um aumento de 22% na variação acumulada em 12 meses. Em dezembro, a variação foi de 2,5%, segundo dados levantados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).



Os cortes que tiveram maior inflação foram costela (29,56%), acém (27,09%), músculo (22,62%), contrafilé (19,57%), patinho (19,11%), lagarto comum (18,93%) e alcatra (18,53%). Antonio José Reinaldo, proprietário da Reinaldo Carnes, diz que percebeu aumento entre 15% e 18%. “Só agora em janeiro percebemos uma redução de 20% nas vendas”, conta Reinaldo. “Os cortes que mais tiveram queda foram a picanha e o filé mignon. Os clientes têm levado fraldinha e contrafilé no lugar – são carnes com preço um pouco menor.”



Ele revela ainda que os consumidores não estão deixando de adquirir carne, porém, o consumo foi reduzido por causa da alta do preços. “Além disso, o preço da carne sofre muita variação, e a cada compra pagamos um valor diferente. As variações são pequenas, mas mesmo assim temos de repassar, senão ficamos no prejuízo, já que temos também despesas com funcionários, o estabelecimento etc.”



Noel Dias da Silva, proprietário da Casa de Carnes 11 de Junho, percebeu um aumento de 40% no produto: “Desde o ano passado tudo vem aumentando; só o salário do povo está quebrado”, desabafa. “Em janeiro normalmente há queda nas vendas, porém, este ano o movimento caiu cerca de 30%. Não sei quando esta situação irá mudar”, lamenta Noel.



Além da falta de chuva na região sudeste, o aumento está relacionado também ao índice geral do Custo de Vida por Classe Social (CVCS), que registrou elevação de 6% no final de 2014. Este aumento foi gerado principalmente pelos acréscimos de custos com alimentação, vestuário e transportes que, juntos, comprometem quase 50% da renda da população. A aposentada Vera Lúcia Claudino, 59 anos, bairro Centro, discorda dessa justificativa: “Eles se aproveitam do clima e do preço da gasolina para aumentar tudo. Este país não tem fiscalização, está uma desordem”, reclama.



Dona Vera comenta também que reduziu muito seu consumo de carne, e usa a criatividade para arranjar alternativas. “A gente que recebe pouco tem que se virar; normalmente compro acém e músculo, além de frango. Costumo fazer muita pesquisa antes de comprar, e nos supermercados a carne está um pouco mais em conta do que nos açougues”, finaliza.

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