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Jovem planeja assalto contra própria família



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Publicado em 11/02/2015 às 10h46Leandro Povinelli – [email protected]
Adolescente de 16 anos ainda simulou ser sequestrado para tentar se livrar da culpa
Divulgação

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Leandro Povinelli

[email protected]



O Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil de Indaiatuba conseguiu esclarecer, em menos de 48 horas, o roubo contra uma residência ocorrido durante a noite de sábado, na Rua Clarindo Stahl, no Jardim Regina. O fato, que teve início com um assalto seguido por um sequestro, onde um garoto de 16 anos havia sido levado como refém, culminou com uma reviravolta, quando os policiais descobriram que, na verdade, a suposta vítima sequestrada foi quem planejou todo o assalto contra o imóvel do próprio irmão.



“No sábado, por volta das 20h30, foi registrada uma ocorrência de roubo contra residência, ocorrida no Jardim Regina. O histórico diz que os dois irmãos chegaram em um carro e abriram o portão da garagem, momento em que foram abordados e rendidos por dois indivíduos que estavam portando facas”, explicou o delegado Danilo Amâncio Leme, responsável pelo 1º Distrito de Indaiatuba. “No interior da casa, outra vítima foi rendida e, após todos ficarem amarrados, os indivíduos roubaram diversos pertences como dinheiro, notebooks e um televisor”.



Após o roubo, ainda de acordo com as explicações da Polícia Civil, os dois assaltantes saíram com a suposta vítima no carro da família, levando-a como refém, o que, em primeiro momento, seria um caso de sequestro. “Algum tempo depois, a suposta vítima foi libertada e o veículo foi localizado na Estrada da General Motors, completamente carbonizado”, disse Leme.



Com os investigadores cientes do caso, as equipes do SIG saíram em diligências para dar início às investigações. “Depois de conversarem com a suposta vítima que teria sido sequestrada, ela acabou confessando que havia planejado o roubo contra a residência do próprio irmão”, declarou o delegado. “Ele planejou com os outros dois indivíduos todo o roubo contra a residência, indicando que os dois deveriam esperar ao lado de fora para que, quando ele e o irmão chegassem de carro, já ocorresse a abordagem, simulando, posteriormente, o sequestro”.



Com a confissão do menor infrator, os investigadores tiveram acesso ao endereço e à qualificação dos demais envolvidos, partindo em novas diligências que resultaram na detenção de outros dois menores. “Depois de confessar, ele passou o endereço dos outros dois envolvidos e fomos atrás, conseguindo localizá-los e trazê-los até a delegacia. Agora, os três envolvidos, todos menores de idade, serão encaminhados à Vara da Infância (e Juventude) para que as providências necessárias sejam tomadas”.



Motivação



Com passagens pela polícia de crimes de receptação e furto, o menor infrator de 16 anos, irmão da vítima e mandante do crime afirmou, segundo a Polícia Civil, que não tinha um bom relacionamento com o irmão.



“Ele disse que não se dá bem com o irmão e não demonstrou nenhum arrependimento, sempre falando com descaso. Por ser usuário de drogas, acreditamos que tenha se envolvido para que ele pudesse sustentar o próprio vício”, explicou Leme. “Sobre o carro, no entanto, ele se limitou a dizer que o veículo possui seguro, mas não deu nenhuma justificativa pelo fato de terem colocado fogo”.



Família



Em conversa exclusiva com uma das vítimas, o mesmo relatou não ter ideia do que possa ter motivado o irmão a cometer o delito. Sem demonstrar surpresas, no entanto, o rapaz disse à Tribuna que o irmão afirmou “ter nascido para o crime”.



“Não sei por que ele fez isso, mas estou decepcionado”, conta. “E o pior de tudo é que me agrediram. Me colocaram deitado com a barriga para baixo e pisavam na minha cabeça para que eu não olhasse para o lado. Já pensou se tento reagir e se acontece algo maior?”, desabafou.

“Não sei o que irá acontecer agora, mas espero que ele vá mesmo para a cadeia, mesmo sabendo que ele irá voltar às ruas em pouco tempo. O que resta agora, para mim e para minha mulher, é a sensação de medo, de saber que alguém pode voltar para minha casa, querer se vingar ou coisa do tipo”.



Investigação



Com o crime já esclarecido, uma equipe do SIG conseguiu recuperar um notebook e parte do dinheiro subtraído do imóvel. Um dos adolescentes apreendidos, no entanto, estava usando, no momento em que foi abordado, um par de tênis, um relógio e uma pulseira, adquiridos com o dinheiro roubado.



“Sabemos que a televisão e um dos notebooks foram passados para um indivíduo maior de idade, morador dos prédios da CDHU, no Jardim Eldorado. Agora vamos tentar identificá-lo para que ele seja indiciado por receptação, deixando o crime completamente esclarecido”, finalizou o delegado.

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