Publicado em: 26/11/2015 10h16 – Atualizado em 08/12/2015 16h47
Indaiatuba: a eterna cidade das bicicletas
No passado, as “magrelas” dominavam as ruas; ainda hoje, são maioria nas vias do município
Indaiatuba sempre foi conhecida como a “cidade das bicicletas”. Décadas atrás, elas tomavam conta das ruas da cidade. Nos horários de pico, a Rua 24 de Maio e as avenidas tinham filas de bicicletas.
Os anos se passaram, os carros ficaram mais acessíveis e o município cresceu radicalmente. Ainda assim, de acordo com um levantamento realizado pela Associação de Ciclistas de Indaiatuba, há, pelo menos, 130 mil bicicletas nas ruas da cidade, número maior do que o de carros, que passa os 96 mil, e de motos, que supera a faixa dos 41 mil.
Apesar de não ser tão plana, a cidade, além de contar com as ciclovias do Parque Ecológico e de outras avenidas, como a Ário Barnabé, por exemplo, ainda possui o EcoBike, serviço de empréstimo gratuito de bicicletas, com mais de 200 unidades disponíveis para quem quiser pedalar entre as 8h e as 17h.
Feitas de material reciclável, cerca de 12.850 pessoas já se cadastraram para usar o meio de transporte, sendo contabilizados mais de 35 mil empréstimos desde junho de 2012, quando o serviço foi lançado.
“A bicicleta é o meu meio de transporte preferido”, revela o tecnólogo Caio Roncada, de 27 anos. “Além de não enfrentar trânsito, já que posso circular pelas ciclovias do Parque Ecológico, aproveito para me exercitar e chegar aos locais de maneira mais rápida”, completou.
“Indaiatuba é uma cidade muito boa para se andar de bicicleta”, analisa a nutricionista Marcela Teixeira, de 30 anos. “Mas, assim como em qualquer lugar, sempre existe alguém que não respeita o trânsito. E aí temos os dois lados da moeda: existem ciclistas que se acham no direito de fazer qualquer coisa e existem motoristas que acreditam não ter problema tomar o espaço da ciclovia. É necessária uma conscientização por parte de todos”.
Contribuintes que quiserem quitar o imposto, já poderão efetuar o pagamento na semana que vem, quando for liberado (Crédito: Eduardo Turati)
Maior frota de veículos nas cidades assegura arrecadação (Crédito: Eduardo Turati)

Um passeio ciclístico com saída na esquina das ruas 15 de Novembro e Bernardino de Campos justifica o “apelido” (Crédito: Fundação Pró-Memória)
Município possui uma das maiores concentrações de motos da região
Três das 20 cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) têm uma concentração de motos por habitante superior ao índice registrado pela capital paulista, de acordo com estatísticas divulgadas pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP).
Entre os municípios, segundo o levantamento, estão Pedreira, onde há uma unidade para cada 4,5 habitantes; Jaguariúna, com um veículo para 6,7; e Indaiatuba, que tem uma para 6,8 moradores. Já em São Paulo, a relação é de uma motocicleta para 14,2 habitantes.
Somadas, as cidades da região têm 3 milhões de habitantes e, segundo o Detran-SP, contabilizam 319 mil veículos deste tipo, concentração equivalente a uma motocicleta para cada nove pessoas.
No entanto, ao contrário dos moradores da capital paulista que preferem usar a moto para tentar fugir dos engarrafamentos, nos municípios da região de Campinas, mais especificamente em Indaiatuba, a compra é atrelada à economia com combustível e a facilidade de aquisição.
“Comprei minha motocicleta pela facilidade no pagamento e pelo custo/benefício”, contou o montador de móveis Marcos de Souza, de 34 anos. “Um carro chega a custar quase dez vezes mais, além de consumir mais combustível. Com a moto posso me deslocar mais rápido e ainda economizo bastante”.
Crescimento
Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), em dezembro de 2004 havia 122,6 mil motocicletas na região, número que saltou para 318,5 mil em dezembro do ano passado, o que corresponde a um aumento de 159,7%. No mesmo período, a quantidade de automóveis passou de 719,4 mil para 1,3 milhão, equivalente a uma expansão de 89%.
Apenas em Indaiatuba, os dados também mostram um aumento na circulação de motocicletas. O número, porém, não é tão superior ao de veículos, tendo apenas uma diferença de 11% no comparativo realizado em dez anos. Para o município, ainda de acordo com o Denatran, Indaiatuba possuía 16.748 motocicletas até dezembro de 2004. No mesmo período de 2014, porém, o número saltou para 41.210, representando um aumento de 146%, quase o mesmo índice de toda a RMC. Para os veículos de quatro rodas, o aumento registrado foi de 135%, passando de 41.049 carros em 2004 para 96.555 até dezembro de 2014.
Investimentos são fundamentais para trânsito organizado e seguro
Em 2014, conforme dados informados pela Prefeitura, os investimentos em obras de infraestrutura de trânsito na cidade consumiram cerca de R$ 2,5 milhões. O secretário de Urbanismo e do Meio Ambiente, José Carlos Selone, que também é responsável pelos projetos de trânsito, lembra que esses investimentos são necessários e muito importantes para acompanhar o crescimento da cidade e, consequentemente, da sua frota de veículos.
“A Prefeitura está fazendo a sua parte, mas o trânsito seguro depende, principalmente, de conscientização dos condutores de veículos. Além de investirmos em monitoramento dos pontos onde as condições de tráfego são mais críticas com a instalação de instrumentos que obrigam a redução da velocidade, incluindo radares, também estamos trabalhando a conscientização das pessoas, por meio de campanhas educativas nas ruas e nas escolas, com as crianças, que serão os motoristas de amanhã, e com palestras em empresas”, explica.
Na área de trânsito, entre as obras em andamento, merece destaque a abertura e pavimentação do último trecho da Marginal Esquerda do Parque Ecológico. A obra integra um pacote de melhorias de infraestrutura urbana no final da Avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé, que inclui ainda a interligação da Marginal com a Rua Martinho Lutero por uma ponte, que está em fase final da obra, e a duplicação da ligação da Martinho com a estrada da General Motors (IDT-372). O investimento é de R$ 4.079.238,47, sendo R$ 3.752.899,39 referentes ao convênio firmado pelo prefeito Reinaldo Nogueira com o Governo Federal.
“A continuidade do Parque Ecológico com a Avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé é, com certeza, a principal obra viária realizada nos últimos anos. Se não existissem as marginais, o trânsito da cidade não fluiria. A cidade estaria parada”, pondera o secretário.
O novo anel viário é outra obra importante em andamento, para acompanhar o crescimento da cidade. A extensão da via será de aproximadamente 13 quilômetros e o início do traçado segue da Estrada da GM e abrange a região da empresa John Deere, Campo Bonito, Buru, João Pioli, estrada de Saltinho e sairá na Rodovia João Ceccon. Segundo informou a Prefeitura, parte da avenida já foi pavimentada por empreendedores locais e o início da pavimentação de dois trechos foi iniciado, onde não constam novos empreendimentos. Toda a extensão da avenida será servida de ciclovias, garantindo a fluidez para quem prefere o pedal ao acelerador.
“A continuidade do Parque Ecológico com a Avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé é, com certeza, a principal obra viária realizada nos últimos anos. Se não existissem as marginais, o trânsito da cidade não fluiria. A cidade estaria parada”, pondera o secretário.
O novo anel viário é outra obra importante em andamento, para acompanhar o crescimento da cidade. A extensão da via será de aproximadamente 13 quilômetros e o início do traçado segue da Estrada da GM e abrange a região da empresa John Deere, Campo Bonito, Buru, João Pioli, estrada de Saltinho e sairá na Rodovia João Ceccon. Segundo informou a Prefeitura, parte da avenida já foi pavimentada por empreendedores locais e o início da pavimentação de dois trechos foi iniciado, onde não constam novos empreendimentos. Toda a extensão da avenida será servida de ciclovias, garantindo a fluidez para quem prefere o pedal ao acelerador.
Projetos futuros
Entre os projetos futuros, conforme repassado pela Prefeitura, já está anunciada a construção do primeiro elevado de Indaiatuba, na Avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé, sobre a Avenida Manoel Ruz Peres, no Jardim Hubert. A Secretaria de Obras já deu início ao processo de licitação, enquanto aguarda a finalização da análise de documentação por parte da Caixa Econômica.
Outra obra de trânsito que deve ser iniciada nos próximos meses é a pavimentação parcial da Rodovia Lix da Cunha (SP-73), no Jardim Panorama, e duplicação parcial da Alameda José Amstalden, no Jardim Europa, que já está licitada.
Também está em projeto a ampliação das ciclovias e ciclofaixas para atender mais regiões da cidade, deixando Indaiatuba, cada vez mais, com o merecedor título de cidade das bicicletas.
Outra obra de trânsito que deve ser iniciada nos próximos meses é a pavimentação parcial da Rodovia Lix da Cunha (SP-73), no Jardim Panorama, e duplicação parcial da Alameda José Amstalden, no Jardim Europa, que já está licitada.
Também está em projeto a ampliação das ciclovias e ciclofaixas para atender mais regiões da cidade, deixando Indaiatuba, cada vez mais, com o merecedor título de cidade das bicicletas.