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Denunciante acusa assessor de agressão
Autor de vídeo sobre suposta compra de votos pelo vereador Cebolinha registra Boletim de Ocorrência



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Atualizado em 29/10/2012 às 11h56Publicado em 26/10/2012 às 16h32
ReproduçãoEm vídeo feito em churrasco no Jardim Brasil, Garrincha aparece ao lado do vereador Cebolinha

O responsável por gravar o vídeo onde o vereador e líder do Governo na Câmara, Luiz Alberto Pereira, o Cebolinha (PMDB), aparece em uma suposta tentativa de compra de votos, revelou à reportagem da Tribuna que foi agredido e sofreu ameaças de um assessor e dois correligionários do vereador.



As ameaças aconteceram em duas oportunidades. Segundo o autor do vídeo, que prefere continuar no anonimato, o primeiro caso aconteceu no dia 3 de setembro. O responsável pela gravação revela que estava na frente da casa onde reside quando, acompanhados do assessor parlamentar do vereador, Josuel Cícero da Silva, o Garrincha, outros dois homens passaram a agredi-lo verbalmente. “A agressão seguiu até o momento que os três me disseram que caso o Cebolinha perdesse a eleição, eles iriam me ‘picar’ de bala. Depois, as agressões verbais seguiram até que o Garrincha me deu um soco no peito, enquanto um outro homem ameaçava com uma pedra”, conta.



De acordo com o denunciante, na época do fato, ele pensou em registrar um Boletim de Ocorrência (BO) sobre a agressão. Porém, antes ligou para o vereador, que estava em campanha para a reeleição, para relatar o fato. “Liguei para o Cebola para contar o que aconteceu e ele me pediu para não fazer nada por enquanto”, lembra.



Logo após a conversa com o vereador, o denunciante não foi mais ameaçado. Entretanto, na terça-feira, dia 2 de outubro, os três homens ligados ao vereador voltaram a fazer ameaças. Com isso, o autor do vídeo se dirigiu até a Delegacia, onde registrou o BO por ameaça.


Coação

Uma informação obtida pela Tribuna garantia que o autor do vídeo, servidor público, estaria sendo coagido no local de trabalho por culpa da denúncia. “Coação ainda não aconteceu, mas certeza que depois da oitiva deve começar a acontecer”, acredita. A oitiva citada pelo autor do vídeo aconteceu na tarde de sexta-feira, dia 26, e terminou após o fechamento desta matéria.



Questionado se tinha conhecimento da ação realizada pelos correligionários e pelo assessor, Cebolinha nega. “Só eu posso agir em meu nome. Não tenho conhecimento disso”, informa.



Garrincha foi procurado para falar sobre a denúncia de que agrediu o autor do vídeo. Por telefone, o assessor repudiou a informação. “Não agredi. Nem conhecia esse cidadão antes do vídeo. Não tenho conhecimento disso”, argumenta.



Segundo o assessor, no dia 2 de outubro, data em que o autor do vídeo afirma ter sido ameaçado pela segunda vez, ele estava em campanha no Jardim Morada do Sol. Sobre o motivo da acusação, Garrincha alega que “ele vive disso para aparecer”, desconversa.



Caso consta em processo

Responsável pela representação de Ação de Investigação Judicial Eleitoral, o promotor eleitoral Christiano José Poltronieri de Campos revela que foi informado do caso pela própria pessoa que teria sido agredida. Com isso, fez constar no processo o que foi relatado pela suposta vítima.



O promotor diz que a situação pode ser vista como coação no curso do processo e que pode servir para que a conduta dos envolvidos seja analisada. Poltronieri entende que a situação precisa ser investigada como uma lesão corporal ou vias de fato.



No final de agosto, em posse do vídeo, o PSOL de Indaiatuba encaminhou ao MP uma denúncia de suposta compra de votos por Cebolinha.



O material de 8,25 minutos mostra o parlamentar em uma casa no Jardim Brasil, onde aproximadamente 60 pessoas participam de um churrasco supostamente pago pelo vereador.



Um trecho do vídeo mostra Cebolinha dizendo que “hoje eu estou ajudando e amanhã eu posso ser ajudado, porque a gente nunca sabe o dia de amanhã. Então eu só tenho a agradecer vocês, pedir essa ajuda a vocês porque enquanto eu estiver lá eu tenho como ajudar. Porque eu estou fazendo diferente de muitos. Têm alguns que prometem que vão ajudar, e eu já estou ajudando antes”.



Eleitor tem que justificar voto

Os eleitores que votam em uma das 50 cidades do Brasil onde haverá o segundo turno e domingo, dia 28, estarão em Indaiatuba poderão justificar a ausência nas urnas em cinco postos de justificativa.



Aqueles que moram na cidade e ainda não transferiram o título de eleitor ou vão estar no município por outro motivo e não vão conseguir votar podem se dirigir até um dos postos entre 8h e 17 horas.

De acordo com a chefe do Cartório Eleitoral, Lilian Dalva Silva de Lima, em cada um dos postos vão trabalhar quatro mesários.



Um dos locais mais procurados, o Cartório fica na Rua 13 de Maio, 834, no Centro da cidade. Também serão postos de justificativa a Escola Dom José de Camargo Barros, na Avenida Presidente Kennedy, 350, Cidade Nova; a Escola Professora Maria Nazareth Pimentel, na Rua Zephiro Puccinelli , 310, Jardim Morada do Sol; a Emeb Leonel José Vitorino Ribeiro, na Rua Ângelo Stocco, 513, Jardim Morada do Sol; e o Centro de Educação Profissional de Indaiatuba (Cepin), na Avenida Fábio Roberto Barnabé, 3.405.

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