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Em Pauta – Dia 22 de Junho



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Publicado em 24/06/2013 às 11h32Mariana Corrér – [email protected]
Manifestação

É impossível e injusto não falar sobre as manifestações que ocorrem por todo o País nesta semana. Tirar o movimento do foco das atenções é se omitir a uma mudança inesperada e muito bem-vinda que o Brasil está vivendo. Milhões de jovens saíram às ruas para mostrar a cara e a vontade de melhorar a nação em que vivem. Finalmente. O brasileiro está deixando de lado o rótulo de povo passivo, que aceita o absurdo e permite a corrupção, violência, falta de educação e saúde, entre outros inúmeros problemas que permeiam nossa realidade. O brasileiro, enfim, mostrou ao mundo que é um povo forte e que sabe lutar por seus direitos.



Foco

O foco inicial foi a redução das tarifas do transporte público, e boa parte das cidades que se movimentaram para isso já atingiu o objetivo. Isso não é sinônimo de paralisação no movimento. Os protestos, que são até desorganizados, uma vez que não têm um direcionamento único, estão englobando tudo o que ficou entalado por tanto tempo.



Local

Indaiatuba é prova disso, já que não teve recente reajuste nas tarifas, e ainda assim acolheu milhares de jovens em suas ruas nas duas passeatas ocorridas durante a semana. Melhor aplicação do dinheiro público, investimento na educação, saúde, segurança, melhorias no transporte, entre outras reivindicações. As exigências são das mais diversas. E ninguém esqueceu dos R$ 53 milhões aplicados no BVA.



BVA
Ana Polastri

O dinheiro do BVA, aliás, foi muito bem lembrado – e cobrado – na passeata de quinta-feira, dia 20, já que a instituição foi liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central na quarta-feira, dia 19. O BVA, como a Tribuna tem mostrado desde o início, estava sob intervenção do BC desde 19 de outubro do ano passado. Esta intervenção é uma medida definitiva, que promove a extinção da empresa por haver indícios de insolvência irrecuperável, ou ainda, devido às infrações cometidas quanto às normas que regulam sua atividade.


Perdido

Com essa medida, é feito o pagamento dos credores, com devolução de eventual sobra aos controladores ou sua responsabilização pelo passivo a descoberto. A Prefeitura, desta forma, recebe esse pagamento, que no caso do BVA, é de R$ 70 mil. O valor corresponde a 0,13% dos R$ 53 milhões, apenas uma fatia minúscula do que estava investido no banco.



Lembrado

Preocupada com a destinação correta que esse dinheiro deveria ter tido é que a população insiste em reivindicar, não esquecendo das sugestões para melhor aplicação dos R$ 53 milhões: escolas, creches, mais leitos nos hospitais ou, porquê não, mais linhas de ônibus. O número já é algo emblemático na cidade e representa para Indaiatuba o que os R$ 0,20 representam para São Paulo. Não é só ele, mas o que está por trás de tudo isso.



Relacionado

O Partido Verde (PV) até relacionou, por meio do vereador Bruno Ganem, na Câmara, o BVA com a tarifa de ônibus. O parlamentar lembrou – e revelou aos que ainda não sabiam – que o dono do banco BVA foi sócio de Ronan Maria Pinto, proprietário da Viação Indaiatubana. “Ou seja, os dois assuntos estão muito mais envolvidos do que muitos imaginam”, disse. A Tribuna, porém, havia feito essa relação no ano passado. Os dois juntos, aliás, foram acusados de integrarem a “máfia do lixo”, em Santo André, que veio à tona com a morte do prefeito petista Celso Daniel, em 2002.



Preocupado

O vereador da base governista Celio Massao Kanesaki (DEM) também se preocupou com a liquidação do BVA e postou em seu perfil do Facebook, compartilhando a mensagem posteriormente, defendendo a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigação do caso. O post foi apagado minutos depois.



Cobrado

A coluna apurou que o parlamentar teria confirmado o que postou na rede social e disse ainda que precisaria cobrar explicações e providências quanto ao dinheiro perdido com o BVA, uma vez que estaria sendo cobrado por seus eleitores e por sua comunidade. Depois de Gervasio Aparecido da Silva (PP) considerar o apoio à CPI, mais um vereador da base deve passar a cobrar o governo.

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