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Projeto de lei quer retirar sindicatos da organização da Parada Gay na cidade



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Atualizado em 20/08/2014 às 20h41Publicado em 20/08/2014 às 20h37Mariana Corrér – [email protected]
Inserida no calendário oficial de eventos do município, a Semana da Diversidade, encerrada pela Parada Gay, é alvo de novo debate na Câmara Municipal. Um projeto de lei apresentado pelo vereador Antônio Sposito Junior, o Toco da Croissant (PTB), prevê a retirada dos sindicatos da organização do evento.



O texto altera a ementa e artigo 2º da Lei 6.119/2013, de autoria de Derci Jorge Lima (PT), responsável por oficializar o evento no calendário oficial, no ano passado. Se aprovado, a ementa muda o nome do evento para Semana da Diversidade Sexual e o segundo artigo retira as “entidades representativas” para especificar “entidades representativas LGBTT e demais entidades representativas locais, exclusivamente registradas para essa finalidade” como as organizadoras do evento.



A especificação de entidades do universo LGBTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais) preocupou os atuais organizadores da Parada, que representam sindicatos da cidade.



O idealizador do projeto, Wellyton Ribeiro, reclama que, com essa mudança, os sindicatos serão extintos da organização do evento. “A lei aprovada no ano passado torna a Semana um evento do município, sendo assim, ela não pode ser centralizada em um tipo de entidade apenas”, diz. “Com a lei atual, ninguém é deixado de fora, toda e qualquer entidade pode participar da comissão”, acrescenta. “Esse projeto engessa o movimento e a organização do evento”, completa.



O presidente da Parada, João Paulo Lisboa, revela que participou de uma reunião com o autor do projeto e Edilson Amorin, presidente da ONG Aquend, tida como organizadora das primeiras Paradas. Amorin é que pediu ao vereador Toco que propusesse as alterações na lei. “Na reunião, Toco propôs um acordo, mas não chegamos a lugar nenhum”, lembra.



Amorin, por sua vez, comenta que sua ideia com a propositura é que todas as entidades podem continuar participando da Parada, mas que somente os movimentos que representam os homossexuais é que podem organizá-la. “A representação que tem hoje atende a movimentos sindicais. Minha ideia é despolitizar o evento”, explica, ressaltando que a comissão organizadora é formada apenas por sindicalistas. “Se eles quiserem criar outra entidade gay, poderão organizar a Parada normalmente”, conclui.



Plenário

O líder do Governo na Câmara, Maurício Baroni (PMDB), foi chamado para intermediar a apresentação do projeto. “O vereador Derci, autor da lei, me procurou para fazer essa conversa e, após falar com o Toco, me comprometi a colocar o projeto em votação somente após o evento deste ano. Assim, teremos mais um ano para debater e votar as mudanças antes da próxima edição”, esclarece.



Toco foi procurado pela Reportagem para comentar a proposta, mas não estava na cidade.



A Parada

A Parada Gay de Indaiatuba chega a sua quinta edição e acontece no dia 14 de setembro, após a Semana da Diversidade, que mostra, neste ano, a importância da prevenção e combate às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs).

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