Publicado em: 01/12/2016 13h51 – Atualizado em 02/12/2016 11h14
Célebre Nabor cantava nos cinemas
As recordações são também musicais e afloram quando Geiss pergunta se o cinema tinha um “conjunto”. “Ah! O conjunto era feito pela família Pires, que forneceu os músicos aqui (risos). Era o Aristides, o Otávio, o Miloca e também um que se tornou célebre: Nabor [Pires de Camargo]”.
O autor do hino de Indaiatuba era figura rara nas sessões. “O Nabor poucas vezes aparecia aqui no cinema, porque ele estava, parece que em São Paulo, estudando no conservatório. Mas no cinema, que era um barraco, telha vã, não era só aos domingos que tinha sessão, não, havia nas quartas-feiras também. E como é que Indaiatuba sustentava tudo isso, hein?”.
Até os circos tinham espaço. Questionado sobre o que faziam na infância, lembrou de uma brincadeira. “Fazíamos circo no quintal, era grande. As crianças iam lá brincar, também fazíamos parte, imitava os artistas que passavam por aqui (risos)”, continua. “Por Indaiatuba, que a Praça Rui Barbosa era um ermo, era um campo e ali estabeleciam-se os circos”.
Antônio – que faleceu em 2001 – relembra uma passagem dos circos pela cidade. Eu me lembro de um cirquinho… Circo Rosa; ficou na memória. Ficou sem dinheiro para partir de Indaiatuba e um outro circo melhor que apareceu armou-se ali ao lado e fez em benefício dele… aí eles puderam sair”. Reflexos de outro tempo, onde não se havia muito a fazer, mas o que se fazia era muito.
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