Publicado em: 26/11/2015 11h43 – Atualizado em 08/12/2015 16h47
Fiec: referência em capacitação profissional
Além dos cursos curriculares e livres, instituição possui projetos que beneficiam a comunidade
Projeto ousado e inovador para a época, a Fundação Indaiatubana de Educação e Cultura (Fiec) surgiu em 1985. A ideia veio da necessidade do município de contar com mão de obra qualificada, segundo a visão do engenheiro José Carlos Tonin, prefeito de Indaiatuba, entre 1983 e 1988.
Vislumbrando o futuro da cidade como um grande e importante polo industrial, José Carlos fez gestões junto a Unicamp com o objetivo de criar uma unidade de ensino, contando com o suporte técnico da renomada instituição. O ex-prefeito lembra que o primeiro curso ministrado na Fiec foi o de enfermagem. “Tive muito apoio político na época, como o de Orestes Quércia e Franco Montoro. Inclusive, recebemos recursos estaduais, via Unicamp, para concretizar o projeto”.
José Carlos Tonin não só criou a Fundação, como também a marca Fiec, o que redundou no projeto de lei enviado à Câmara Municipal. “Posteriormente, a Lei 2.162 de 3 de outubro de 1985 foi aprovada e promulgada por Roberto Sfeir, já que eu me encontrava fora do País”, esclarece.
Referência
A Fiec atende hoje cerca de três mil alunos por ano, que integram o mercado de trabalho do município. Os 17 cursos técnicos regulares gratuitos oferecidos compreendem Administração, Automação, Edificações, Enfermagem e outros. A escola conta ainda com 50 cursos extracurriculares, ministrados aos domingos. Entre as opções estão: Administração Financeira, Auto CAD, Corel Draw X4, Gestão de Vendas, Técnicas de Liderança etc.
Há dez anos à frente da Fiec, o superintendente João Martini Neto conseguiu diversas parcerias para ampliar os recursos da escola e assim investir em novas tecnologias, reafirmando a instituição como referência no ensino profissionalizante. Ele comenta que, em tempos de crise e desemprego em alta, a qualificação profissional é o que faz a diferença na disputa pelas vagas. “Em um momento onde há muitos candidatos, quem as empresas irão selecionar? Os mais capacitados, obviamente”, resume.
Também criado por João Neto, o departamento de estágios da Fiec inseriu, só no ano passado, mil jovens no mercado de trabalho. “Este ano, já passamos de 500 estudantes que conquistaram o primeiro emprego. Temos 75% dos nossos alunos trabalhando”, comemora. “Temos mais de 300 empresas parceiras e preparamos os alunos conforme as demandas criadas no ambiente corporativo”, completa.
Uma das primeiras turmas do curso de Enfermagem posa no Hospital Augusto de Oliveira Camargo, onde atendia (Crédito: Divulgação)

Estação Ferroviária após reforma (Crédito: Divulgação)
Novas tecnologias para os cursos (Crédito: Eduardo Turati)
Fundação terá Ensino Superior Tecnólogo a partir de 2016
Neste ano, a escola conseguiu autorização para implantar o curso superior de Tecnólogo em Química. “Hoje, nosso polo industrial possui mais de 200 empresas que utilizam processos químicos em suas linhas de produção e vimos a necessidade de fazer um ‘upgrade’ a tecnólogo em química, uma função cada vez mais solicitada”, relata João.
A contratação de professores já está em andamento, dependendo apenas de concurso público. De início, devem ser 40 alunos atendidos, a partir do segundo semestre de 2016, possibilitando a abertura de mais um curso de Ensino Superior no município.
Inciativas sociais
A Fiec também possui programas gratuitos destinados à população. Alguns deles são o de inclusão digital, o aluno saudável, a pintura em tela, tecido e artesanato e a campanha mensal de doação de sangue em parceria com o Hemocentro da Unicamp, iniciada em 2009.
O Museu Ferroviário de Indaiatuba também é administrado pela Fiec. Ponto histórico relevante da cidade, o Museu possui acervo de 454 peças e recebe cerca de cinco mil visitantes por ano. Ali são realizados ainda as festas de São João e o Natal na Estação, eventos inclusos no calendário cultural indaiatubano.