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Moradores do Pau Preto sofrem ataques com bolinhas de gude



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Atualizado em 22/08/2014 às 09h39Publicado em 22/08/2014 às 09h26Leandro Povinelli – [email protected]
Eduardo TuratiMoradores do Jardim Pau Preto recolhem bolinhas de gude jogadas nas casas

Moradores das quadras próximas à Rua Hércules Mazzoni, no Jardim Pau Preto, vêm sofrendo com uma ameaça misteriosa que já completa três meses de duração. Segundo relatos de testemunhas, diversas bolinhas de gude são atiradas diariamente, provavelmente por um estilingue, quebrando vidros e telhas de residências, além de quase acertarem pessoas idosas que moram na região.



Uma das moradoras que já teve a casa atingida procurou a Tribuna e relatou o caso, afirmando que a “chuva” de bolinhas de gude acontece apenas no período da tarde, geralmente entre 16h30 e 17h. “No começo a gente achou que fosse coisa de criança, que a pessoa tinha feito isso uma ou duas vezes e iria parar”, contou. “Mas não, a situação está incontrolável. As bolinhas já acertaram diversas casas, quebrando vidros e telhas”.



Ainda de acordo com os relatos da denunciante, os objetos já atingiram, de raspão, duas idosas que moram nos quarteirões próximos. “Somente eu já recolhi 24 bolinhas da minha casa. Você pode perguntar para quem quiser aqui da vizinhança, já acertaram de raspão o pescoço e a cabeça de duas pessoas idosas. Esses dias acertaram meu cachorro. Isso é muito perigoso, pode até matar”, desabafa.



Em conversa com uma das vítimas que foi atingida no pescoço, a senhora relatou que, no início, ao ouvir os barulhos no telhado, achou que fosse alguma pessoa querendo entrar em seu imóvel. “Escutei barulhos no telhado e imaginei que alguém pudesse estar aqui”, contou. “Acendi as luzes da casa, dei descarga nos banheiros e não saí mais. No dia seguinte, quando fui para fora, percebi que no quintal havia várias bolinhas.”



Assustada, a mulher contou sobre o dia em que foi atingida. “Outro dia, quando estava na parte de fora de casa, jogaram várias de uma vez e uma delas acertou meu pescoço. Não foi em cheio, foi de raspão, mas machucou bastante e ficou marcado. Às vezes, tenho medo de ficar aqui fora. Isso é muito perigoso, é desagradável. Não sei o que o ser humano tem na cabeça, mas alguém precisa tomar uma providência”.



Questionada, a Prefeitura informou à Reportagem que a região faz parte dos setores de atendimento da Guarda Civil e recebe o trabalho preventivo de patrulhamento, mas que nenhum registro de atendimento foi feito relatando as ações.



“Quando há conflito interpessoal entre vizinhos uma viatura pode ser acionada e tenta-se resolver a situação no local. Caso contrário, é feita a condução das partes, caso a vítima saiba quem é que está praticando o ato, até a Delegacia de Polícia para registro da ocorrência e posterior apuração por parte da Polícia Civil”, informou via assessoria de comunicação.



Ainda de acordo com uma das moradoras, a vizinhança espera que as autoridades competentes possam tomar alguma atitude e resolver o problema. “Eu brinquei com bolinhas de gude na infância, mas hoje ela virou arma e poderá ser letal se acertar a cabeça de alguém”, disse. “A direção já temos, o horário também, mas todos nós saímos e não conseguimos encontrar a pessoa que está quebrando telhados e colocando a vida das pessoas em perigo”, finalizou.

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