Publicado em: 07/12/2017 15h26 – Atualizado em 08/12/2017 14h28
Setor imobiliário também revisou as táticas de negócios
Eliandro Figueira
Mudanças no perfil dos clientes e nas regras de financiamentos ao longo do ano forçaram profissionais do ramo a rever os métodos de abordagem
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Johnny Toledo, empresário do ramo de arquitetura e construção, fala que a crise atingiu a todos os setores da sociedade, de alguma forma e em algum grau. “Todos os setores da economia e, de forma especialmente contundente, o setor imobiliário e mais especificamente, o da construção civil. A crise abalou a confiança daqueles que pensavam em construir a casa dos sonhos e essa insegurança fez com que adiassem esse sonho e ficando muito mais criteriosos na hora de contratar um profissional”, analisa.
Entretanto, em determinado momento, Johnny percebeu que havia um caminho diferente a seguir. “Logo que percebi a mudança da economia, do cenário, entendi que seria o momento de mudar e inovar a minha empresa. Isso aconteceu quando começamos a olhar para o cliente, que caminho ele faz até chegar a um profissional de arquitetura, quais as dores que o cliente tem na hora de procurar profissionais de arquitetura e construção. Após identificar esses pontos críticos, criamos uma metodologia de arquitetura e construção integradas, onde personalizamos todo o projeto e o processo de construção até a entrega do sonho do cliente”, revela.
O pulo do gato
O empreendedor conta que o momento de superação ocorreu logo após a empresa colocar em prática o planejamento. “Começamos a praticar tudo o que tinha planejado e nossos novos clientes perceberam os benefícios e a segurança de colocar o sonho de construir sua casa em nossas mãos. Este momento de ruptura, de criação da Johnny Toledo Arquitetura e Construção Integradas tem dado bons resultados e aperfeiçoado a cada dia nosso trabalho”, conclui Johnny.
Ainda segundo ele, os momentos mais difíceis foram no segundo semestre de 2014 e o início de 2015. “Foi quando percebi que o mercado teve uma paralisação”, lembra. “O período de maior fechamento de projeto e construção no escritório vai de outubro a março; nos demais meses, os fechamentos são mais pontuais. E naquela época, alguns clientes que estavam com projetos aprovados desistiram de dar continuidade. Foi então que comecei a refletir sobre quais seriam as ações necessárias para retomar o ritmo de trabalho”, alega.
Questionado sobre o envolvimento dos funcionários, o proprietário acrescenta que a empresa é dividida entre pessoal técnico/administrativo, operacional e fornecedores. “Conversei com cada um deles, apresentei o projeto de arquitetura e construção integrados, e todos entenderam a necessidade da dedicação ao trabalho. Ainda personalizei detalhadamente as etapas do projeto, deixando claro qual seria o papel de cada um”, resume. Johnny diz que a empresa possui hoje cinco funcionários na parte técnico-administrativa e 60 colaboradores no operacional, além de diversos fornecedores.
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